História

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Cronologia


  • 1500 - Em 22 de abril, comandados por Pedro Álvares Cabral, os portugueses chegam ao Brasil: Descobrimento do Brasil.
  • 1501 - Américo Vespucci faz uma expedição exploratória na costa brasileira
  • 1532 - Fundação da cidade de São Vicente (22 de janeiro)
  • 1530 a 1533 - Martin Afonso de Souza realiza sua expedição de reconhecimento do Brasil. Primeiras mudas de cana-de-açúcar são plantadas em território brasileiro.
  • 1530 - Criação do sistema administrativo de Capitanias Hereditárias
  • 1548 - Criado e instalado o sistema administrativo (centralizado) do Governo Geral. Tomé de Souza é o primeiro governador geral do Brasil.
  • 1554 - Fundação da cidade de São Paulo (25 de janeiro)
  • 1555 - Após a invasão francesa, Villegaignon funda a França Antártica no Rio de Janeiro.
  • 1759 - Após seu fracasso é extinto o sistema de Capitanias Hereditárias
  • 1763 - A capital do Brasil é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro
  • 1680 - Fundação da colônia do Sacramento
  • 1684 - Estoura a revolta dos Beckman, na província do Maranhão
  • 1789 - Inconfidência Mineira (tentativa de tornar o Brasil independente de Portugal)
  • 1792 - Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, é enforcado em praça pública
  • 1808 - Fuga da corte portuguesa para o Brasil
  • 1808 - Abertura dos Portos às Nações Amigas
  • 1815 - Brasil é elevado a Reino Unido de Portugal e Algarve
  • 1817 - D.João  traz para o Brasil a missão artística francesa
  • 1821 - Após a derrota de Napoleão para a Inglaterra e a desocupação de Portugal pelas tropas francesas, a corte portuguesa retorna para Portugal
  • 1822 - Dia do Fico (9 de janeiro)
  • 1822 - Proclamação da Independência do Brasil (7 de setembro)

As grandes navegações

O que foram as grandes navegações?
As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos europeus. E muitas crenças passadas de geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os navios caírem no nada.

Os motivos
O motivo poderoso que fez alguns europeus desafiar o desconhecido, enfrentando medo, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para se chegar às regiões produtoras de especiarias, de sedas, de porcelana, de ouro, enfim, da riqueza.

Outros fatores favoreceram a concretização desse objetivo:

• Comerciantes e reis aliados já estavam se organizando para isso com capitais e estruturando o comércio internacional.
• A tecnologia necessária foi obtida com a divulgação de invenções chinesas, como a pólvora (que dava mais segurança para enfrentar o mundo desconhecido), a bússola, e o papel.E, finalmente, a construção de caravelas, que impulsionadas pelo vento dispensavam uma quantidade enorme de mão-de-obra para remar o barco , e era mais própria para enfrentar as imensas distâncias nos oceanos.
• Até a Igreja Católica envolveu-se ir nessas viagens, interessada em garantir a catequese dos infiéis e pagãos, que substituiriam os fiéis perdidos para as Igrejas Protestantes.

Os pioneiros
Os dois primeiros países que possuíam essas condições favoráveis eram Portugal e Espanha.

Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo uma centro de estudos : A Escola de Sagres.

Já a Espanha apostou no projeto trazido pelo genovês Cristóvão Colombo, que acreditava na idéia da esfericidade da terra, e que bastaria navegar sempre em direção do ocidente para se contornar a terra e se atingir as Índias. Era o Ciclo Ocidental. E a disputa estava iniciada entre os dois países.

Navegações portuguesas e os descobrimentos

No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos.
Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra "descoberta", Cabral continuou o percurso em direção às Índias.
Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.

Brasil colônial

*Período Pré-coliquial(1500-1530)

A primeira riqueza explorada pelo europeu em terras brasileiras foi o pau-brasil ,árvore que existia com relativa abundância em largas faixas da costa brasileira. O interesse comercial nessa madeira decorria da possibilidade de extrair-se dela uma substância corante,  utilizada para tingir tecidos.
Antes da conquista da América indústria européia de tintas comprava o pau-brasil trazido do Oriente pelos mercadores que atuavam nas rotas tradicionais do comércio indiano. Após a conquista do Brasil, tornava-se mais lucrativo extraí-lo diretamente de nossas matas litorâneas.
O rei de Portugal não demorou a declarar a exploração do pau-brasil um monopólio da coroa portuguesa. Oficialmente, ninguém poderia retirá-lo de nossas matas sem prévia concessão da coroa e o pagamento do correspondente tributo.
A primeira concessão para explorar o pau-brasil foi fornecida a Fernão de Noronha, em 1501, que estava associada a vários comerciantes judeus. Os Franceses, que não reconheciam a legitimidade do Tratado de Tordesilhas, agiam intensamente no litoral brasileiro, extraindo a madeira sem pagar os tributos exigidos pela coroa portuguesa.
O esquema montado para a extração do pau-brasil contava ,essencialmente , com a importante participação do indígena. Só as tripulações dos navios que efetuam o tráfico não dariam conta, a não ser de forma muito limitada , da árdua tarefa de cortar árvores de grande porte como o pau-brasil , que alcança um metro de diâmetro na base do tronco e 10 a 15m de altura.
A princípio , o trabalho do índio era conseguido "amigavelmente" com o escambo. Este consistia , basicamente , em derrubar as grandes árvores , cortá-las em pequenas toras , transportá-las até a praia e , daí, aos locais onde estavam ancorados os navios. Esse processo acabou em 1530.

*Período Colonial (1530-1570)

O início da colonização brasileira é marcado pela expedição de Martim Afonso de Souza, que possuía três finalidades: iniciar o povoamento da área colonial, realizar a exploração econômica e proteger o litoral contra a presença de estrangeiros.  
A base da colonização foi o açúcar, riqueza trazida de fora, onde, Portugal já tinha experiência com plantio e a comercialização do produto nas Ilhas Atlânticas .
Após as experiências positivas de cultivo na Região Nordeste do Brasil, já que a cana se adaptou bem ao clima e ao solo, teve início o plantio em larga escala. Uma boa forma de Portugal lucrar com o açúcar além de começar o povoamento no Brasil.
Em 1532, o rei decidiu ocupar as terras pelo regime de capitanias, mas num sistema hereditário, pelo qual a exploração passaria a ser direito de família.
Foram criadas, nesta divisão, quinze faixas longitudinais de diferentes larguras que iam de acidentes geográficos no litoral até o meridiano de tordesilhas
Das quinze capitanias originais, apenas as capitanias de Pernambuco e de São Vicente prosperaram. As terras brasileiras ficavam a dois meses de viagem de Portugal.

Nomes : Brenda de Moraes e Caio Brito
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Alunos: Davi e Amanda 14 e 03

CRONOLOGIA DAS GRANDES NAVEGAÇÕES



Reino de Portugal:

1420: Início das expedições.
D. Henrique adentra o Atlântico, chegando à Ilha da Madeira.

1434: Ultrapassagem do Cabo Bojador, ao sul das Ilhas Canárias, abrindo caminho para a colonização de parte da África, e a busca de ouro e escravos.

1456: Descoberta de Cabo Verde por Diogo Alves.

1488: Bartolomeu Dias quebra o tabu e dobra o Cabo da Boa Esperança, caminho temido pelos viajantes, porém essencial para a chegada às Índias.

1498: Vasco da Gama chega à Calicute, litoral sudoeste da Índia.

1500: Pedro Álvares Cabral, acreditando ter chegado às Índias, descobre o Brasil.

AS GRANDES NAVEGAÇÕES


As grandes viagens marítimas dos séculos XV-XVI foram uma continuação natural do renascimento do comércio na Europa, iniciado ainda na Idade Média. Esse renascimento deu origem ao capitalismo, cujo elemento impulsionador é o lucro. Era natural então que, esgotadas as possibilidades de desenvolvimento comercial na Europa, novas regiões passassem a ser exploradas, mesmo à custa de muito esforço e sacrifício.
Entre os fatores que motivaram as grandes navegações marítimas, o principal foi sem dúvida a busca de lucros pela burguesia comercial e financeira da Europa. Por isso, a burguesia européia investia vultosos recursos para armar esquadras, remunerar tripulações, para financiar, enfim, as expedições oceânicas. Neste mesmo sentido, foi importante também o apoio de alguns monarcas, com os de Portugal e Espanha, que partilhavam os lucros dos empreendimentos comerciais.
As navegações portuguesas
Como vimos, Portugal foi o primeiro país a empreender sistematicamente a navegação atlântica. Mesmo antes do bloqueio do Mediterrâneo pelos turcos, os portugueses já haviam iniciado a exploração das costas da África.
Sem dúvida, a posição geográfica de Portugal contribuiu para o seu pioneirismo. Com todo o litoral voltado para o Atlântico, o país tinha nas atividades marítimas uma importante base econômica: a pesca ocupava boa parte de sua população e seus portos serviam No entanto, esse não foi o principal fator do pioneirismo português nas grandes navegações. O mais importante foi o fato de Portugal ter um governo forte, centralizado na pessoa do rei, e cujo interesse fundamental eram as atividades comerciais. A partir da Revolução de Avis, a vida política portuguesa passou a girar em torno do rei. E os reis da dinastia de Avis, conduzida ao trono com o apoio dos comerciantes, empenharam-se principalmente em levar adiante empreendimentos de natureza essencialmente comercial.de escala para os navios que faziam o percurso de ida e volta entre o Mediterrâneo e o mar do Norte.
Também contribuíram para o êxito português os estudos desenvolvidos em Sagres, no sul de Portugal. Ali, o Infante Dom Henrique, filho do Rei Dom João I, reuniu numerosos pilotos, cartógrafos e astrônomos, cujos trabalhos favoreceram o avanço da arte de navegar e impulsionaram a expansão marítima portuguesa.
DESCOBRIMENTO DO BRASIL
Pouco depois do retorno de Vasco da Gama a Portugal, o Rei Dom Manuel, o Venturoso, mandou organizar uma esquadra com o objetivo de garantir a supremacia portuguesa na Índia. Outra finalidade da expedição era difundir a religião cristã entre os pagãos.
A esquadra, a maior até então organizada em Portugal, era composta de treze navios e tinha uma tripulação de aproximadamente 1200 homens. Para comandá-la, o rei escolheu Pedro Álvares Cabral, fidalgo de uma das mais tradicionais famílias portuguesas.
Cabral partiu de Lisboa no dia 9 de março de 1500. Em 22 de abril de 1500, tendo-se afastado, para oeste, da rotas estabelecida por Vasco da Gama, avistou terra. Não se sabe ao certo o que teria levado Cabral a se afastar da rota estabelecida. Alguns autores admitem que ele teria instruções de Dom Manuel para procurar terra no lado ocidental do Atlântico. O estabelecimento da linha de Tordesilhas -- recuada para oeste, em relação à da bula Inter Coetera, por insistência de Portugal -- reforça essa hipótese, pois parece indicar que os portugueses suspeitavam da existência de terras no Atlântico Sul. No entanto, a escassez de documentos sobre o assunto impede que se afirme categoricamente a intencionalidade ou não do descobrimento.

BRASIL - PERÍODO PRÉ-COLONIAL




Denominamos período pré-colonial a fase transcorrida entre a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral e o primeiro projeto nitidamente colonizador empreendido por Martim Afonso de Souza em 1531.

Durante esse período, a região conhecida como América portuguesa teve um papel secundário na economia de Portugal, no momento em que o comércio com as Índias Orientais monopolizava os interesses mercantis do Império.

Apesar da importância secundaria, era inegável a preocupação estatal com o reconhecimento e a proteção desse território. Diversas expedições foram para procurar no Brasil riquezas que pudessem ser exploradas e ao mesmo tempo combater invasores estrangeiros (principalmente espanhóis e franceses).

Essas expedições não conseguiram descobrir os tão sonhados metais preciosos, que só foram encontrados no final do século XVII (não podemos nos esquecer que uma das bases do sistema mercantil era o metalismo ). No entanto, localizaram nos litorais brasileiros um produto de importância menor que viabilizou o surgimento de um incipiente comércio: o do pau-brasil.

A exploração dessa madeira, que era utilizada na tintura de tecidos europeus, tornou-se a principal atividade econômica do período pré-colonial. Esse comércio tornou-se viável graças ao escambo com os indígenas e ao surgimento de algumas poucas feitorias no litoral.

Chegada da Esquadra de Pedro Álvares Cabral

Pedro Álvares Cabral partiu de Portugal para encontrar terras além-Atlântico, as Índias. Sua frota era composta por dez naus e 3 caravelas, chefiadas pelos navegadores Bartolomeu Dias, Nicolau Coelho, Duarte Pacheco Pereira e pelo fidalgo Sancho de Tovar. Sua expedição contava com cerca de 1500 homens esua missão era feitorias nas Índias e criar bases comerciais permanentes na Ásia.
Iniciou sua viagem em 9 de março de 1500, com sua saída do Porto de Restelo. Em 22 de março chega ao arquipélago de Cabo Verde e lá desaparece a nau de Vasco Ataíde.Em documento escrito por Duarte Pacheco Pereira, existe um indicador de que o rumo tomado era proposital, a mando de D. Manuel I, que queria se certificar da existência de terras além do Atlântico das quais poderia tomar posse, conforme determinado no Tratado de Tordesilhas.

Em sua chegada, em 22 de abril, avistou a nova terra e os novos habitantes, os índios (foram chamados de índios pois os portugueses acharam estar nas Índias).

Exploração de Pau - Brasil

A primeira riqueza explorada pelo europeu em terras brasileiras foi o pau-brasil, árvore que existia com relativa abundância em largas faixas da costa brasileira. O interesse comercial nessa madeira decorria da possibilidade de extrair-se dela uma substância corante, comumente utilizada para tingir tecidos. 

Antes da conquista da América indústria européia de tintas comprava o pau-brasil trazido do Oriente pelos mercadores que atuavam nas rotas tradicionais do comércio indiano. Após a conquista do Brasil, tornava-se mais lucrativo extraí-lo diretamente de nossas matas litorâneas. 
O rei de Portugal não demorou a declarar a exploração do pau-brasil um monopólio da coroa portuguesa. Oficialmente, ninguém poderia retirá-lo de nossas matas sem prévia concessão da coroa e o pagamento do correspondente tributo.

A primeira concessão para explorar o pau-brasil foi fornecida a Fernão de Noronha, em 1501, que estava associada a vários comerciantes judeus. Os Franceses, que não reconheciam a legitimidade do Tratado de Tordesilhas, agiam intensamente no litoral brasileiro, extraindo a madeira sem pagar os tributos exigidos pela coroa portuguesa.
O esquema montado para a extração do pau-brasil contava ,essencialmente , com a importante participação do indígena. Só as tripulações dos navios que efetuam o tráfico não dariam conta, a não ser de forma muito limitada , da árdua tarefa de cortar árvores de grande porte como o pau-brasil , que alcança um metro de diâmetro na base do tronco e 10 a 15m de altura.
A princípio , o trabalho do índio era conseguido "amigavelmente" com o escambo. Este consistia , basicamente , em derrubar as grandes árvores , cortá-las em pequenas toras , transportá-las até a praia e , daí, aos locais onde estavam ancorados os navios. 

BRASIL COLONIAL



 
FASE DO AÇÚCAR (SÉCULOS XVI E XVII)
- Grande aceitação do produto na Europa. Adaptação ao clima e solo.
- Portugal lucraria com o comércio e ainda colonizaria a região.
- Divisão do Brasil em capitanias hereditárias (faixas de terras que foram doadas aos donatários) Donatários: podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar.
 
Resultado do sistema de capitanias:do ponto de vista político fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresen­taram resultados satisfatórios, graças aos investi­mentos do rei e de empresários.
 
Administração Colonial: Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia.
 
Primeiro governador-geral:Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.
 
Câmaras Municipais:órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.
 
Capital do Brasil - Salvador
 
ECONOMIA COLONIAL
Base da economia colonial:engenho de açúcar. ­Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.
Mão-de-obra:africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu.
Adoção do sistema de plantation:grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.
Pacto Colonial : imposto por Portugal estabelecia que . o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.
 
SOCIEDADE COLONIAL
- Grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos de origem africana.
- Sociedade patriarcal.
- A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos escravos).
 
O DOMÍNIO ESPANHOL(1580-1640)
- Em 1580, com o objetivo de unificar a Península Ibérica, Felipe 11, rei da Espanha, incorpora pacifi­camente o reino Português, tornando-se o mais po­deroso monarca europeu.
 
As principal conseqüências da união ibérica:incentivo à penetração pelo interior; expansão da pecuária; novas e intensas incursões européias, baseadas nos conflitos entre Espanha e o resto da Europa; as invasões holandesas do Comércio (holandesa), que invadiu a zona canavieira da colônia.
- Após a expulsão dos holandeses, o açúcar entra em declínio, pela perda do monopólio. A segunda metade do século XVII, foi tempo de crise. Passa-se a estimular o bandeirismo para a busca do ouro nas Minas Gerais, que marcaria a segunda fase da colonização.
Invasão Holandesa no Brasil:Entre os anos de 1630 e 1654, o Nordeste brasileiro foi alvo de ataques e fixação de holandeses. Interessados no comércio de açúcar, os holandeses implantaram um governo em nosso território. Sob o comando de Maurício de Nassau, permaneceram lá até serem expulsos em 1654. Nassau desenvolveu diversos trabalhos em Recife, modernizando a cidade.
Expansão Territorial: Foram os bandeirantes os responsáveis pela amplia­ção do território brasileiro além do Tratado de Tordesilhas. Os bandeirantes penetram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.






alunas: Ana Flavia e Letícia 
n°: 04 e 27

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         Grandes navegações 

O que foram as grandes navegações?  
As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos europeus. E muitas crenças passadas de geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os navios cair no nada. 
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Os motivos 
• Até a Igreja Católica envolveu-se nessas viagens, interessada em garantir a catequese dos infiéis e pagãos, que substituiriam os fiéis perdidos para as Igrejas Protestantes.
• A tecnologia necessária foi obtida com a divulgação de invenções chinesas, como a pólvora (que dava mais segurança para enfrentar o mundo desconhecido), a bússola, e o papel. A invenção da imprensa por Gutenberg popularizou os conhecimentos antes restritos aos conventos. E, finalmente, a construção de caravelas, que impulsionadas pelo vento dispensavam uma quantidade enorme de mão-de-obra para remar o barco como se fazia nas galeras nos mares da antiguidade, e era mais própria para enfrentar as imensas distâncias nos oceanos
                    Brasil Colônia
No dia 22 de abril de 1500 a expedição de Cabral chegou ao Brasil. Ao se aproximarem do litoral brasileiro, primeiramente viram um monte, ao qual deram o nome de Monte Pascoal. Porto Seguro foi o nome dado ao lugar em que sua expedição desembarcou. No dia 26 de abril foi rezada a primeira missa, e em 1° de maio Cabral tomou posse da terra, dando-lhe o nome de Ilha de Vera Cruz, pois pensava ser uma ilha. Desde 1500 até 1530, não houve colonização no Brasil. No momento Portugal estava interessado no comércio com o Oriente. Para que houvesse colonização teria que ter povoamento e uma produção econômica, o que não houve.
No dia 22 de abril de 1500 a expedição de Cabral chegou ao Brasil. Ao se aproximarem do litoral brasileiro, primeiramente viram um monte, ao qual deram o nome de Monte Pascoal. Porto Seguro foi o nome dado ao lugar em que sua expedição desembarcou. No dia 26 de abril foi rezada a primeira missa, e em 1° de maio Cabral tomou posse da terra, dando-lhe o nome de Ilha de Vera Cruz, pois pensava ser uma ilha.
Desde 1500 até 1530, não houve colonização no Brasil. No momento Portugal estava interessado no comércio com o Oriente. Para que houvesse colonização teria que ter povoamento e uma produção econômica, o que não houve.
Pau Brasil

O pau-brasil era cortado pelos índios, que ganhavam em troca alguns objetos, é o chamado escambo, que quer dizer troca. Foram montadas Feitorias, que eram os locais onde se depositavam a madeira. Portugal enviou algumas expedições, com a finalidade de proteger o território dos piratas que estavam invadindo o Brasil para “roubarem” pau-brasil e alguns animais da floresta. Esses piratas vinham da França, Inglaterra e Holanda.
Período pré-colonial
- período (1500-1530) em que Portugal não se interessa pela efetiva colonização do Brasil em função deste não preencher os seus interesses mercantilistas (metais e comércio). 
Período colonial
O início da colonização brasileira é marcado pela expedição de Martim Afonso de Souza, que possuía três finalidades: iniciar o povoamento da área colonial, realizar a exploração econômica e proteger o litoral contra a presença de estrangeiros.
           
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              Primeiros tempos da colonização



Calendário Maia

O calendário de conta longa, atualmente mais conhecido como calendário maia, é um entre os diversos sistemas temporais utilizados pelos maias. Ele tem início em 13 de agosto de 3114 a.C .
 O Processo de enumeração ocidental dos séculos é infinito, mas o calendário maia tem uma duração limitada prescrita para 5200 anos, Assim ele teria seu fim em 13.0.0.0.0, transcrita por muitos pesquisadores - não por todos- como a data cultivada por nossa civilização, 21 de dezembro de 2010. Mas isso não quer dizer, como falam muitos teóricos do final do mundo, que os mais acreditassem realmente em uma espécie de Apocalipse marcado para este momento, eles não cultivavam, como dizem alguns estudiosos, uma idéia linear de tempo, portanto não podiam acreditar que, em um determinado ponto da reta, tudo se esgotaria.
 Eles viam o tempo como uma sucessão de ciclos, os dos fenômenos naturais, os das concepções de morte-reencarnação, os da sua própria visão temporal. Com o calendário de conta longa, eles conseguem criar uma marcação linear, mas o caráter repetitivo da passagem do tempo está imbuído na mentalidade desta civilização.
 Os mais conseguiram criar o calendário mais sofisticado que nenhuma civilização conseguiu fazer. Complexo e preciso, eles juntaram três calendários em um só.
 O mais conhecido é o solar, chamado Haab; tem 365 dias divididos em 18 meses e 20 dias mais um curto período de 5 dias ruins.
 Também há o calendário cerimonial com 260 dias chamado Tzolkim. Consistia de 13 de meses combinados com 20 dias, assim 13x20 são 260. Ele era usado para entender algumas coisas humanas, como a gestação, que são aproximadamente  260 dias. Então usavam esse calendário para unir os processos divinos e terrenos, usavam também esse calendário para batizar crianças, para prever melhores dias para batalhas e prever eclipses pois cada dia tinha seu significado.
 Eles também combinavam os dois que eles chamavam de calendário circular. Ele é um ciclo de 52 anos que combinavam o ano solar com o ciclo de 260 dias que se repetiam. Esse ciclo de 52 anos equivale ao nosso século.
 Os maias também se baseavam em dados lunares e no ciclo de Venûs, com 584 dias, além de outros ciclos menos importantes, para completar sua compreensão da passagem do tempo. Mas foi com a contagem longa que eles conseguiram datar seus monumentos, estelas e pirâmides, o que permite os arqueólogos, hoje, resgatar um pouco da história deste povo.


Calendário Circular


 Calendário Haab


 Calendário Tzolkin



Nomes : Brenda de Moraes e Caio Brito
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Nome: Raissa Martins e Wilis Italo 


Introdução
A História do Brasil Colonial tem início em 22 de abril de 1500 com a chegada dos portugueses. O término d este período é a Proclamação da Independência do Brasil, ocorrida em São Paulo (às margens do riacho do Ipiringa), em 07 de setembro de 1822. Durante esta época, o Brasil foi administrado pela coroa portuguesa.
  
As Grandes Navegações  
As grandes navegações tiveram início no século XV.
Os europeus começaram a desenvolver o comércio entre a Europa e o Oriente (na Ásia, principalmente na região das índias).Os produtos de maior valor comercial na época eram:
as chamadas especiarias (cravo, canela, noz-mascada, gengibre).
 sedas, porcelanas, tapetes, perfumes, marfins, pedras preciosas etc.


Período Pré-colonial (1500-15300
Chegada dos Português ao Brasil
Nos primeiros trinta anos que se seguiram à chegada dos portugueses, a metrópole européia ainda manteve sua principal interesse no lucrativo comércio recém-descoberto com as Índias.Em relação ao Brasil foram enviadas duas expedições de reconhecimento do território, uma comandada por Gaspar de Lemos e a outra por Gonçalo Coelho em 1501 e 1503, respectivamente.As terra foram arrendadas para um nobre cristão-novo chamado Fernão de Loronha.


  O arrendatário tinha a obrigação de enviar seis navios por ano para vigiar a costa, construir feitorias e realizar a troca de mercadorias por pau-brasil, que era levado para a Europa e utilizado para se tingir tecidos, mas como se trata de atividades predatória e de difícil extração, logo se esgota.Além disso,o significado das "trocas" era bastante diferente para indígenas e portugueses, que viam naquilo uma prática comercial.A falta de mão-de-obra acabou levando à escravidão aos nativos.Apesar disso, até 1533 a extração de pau-brasil foi a principal atividade econômica da colônia.
é nesse contexto que vem para o Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza (1530-1533), que tinha como objetivo patrulhar por meio da concessão não hereditária de terras e explorara região, tendo em vista a necessidade de ocupação e funda a primeira vila da colônia, no litoral, em São Vicente (1532).Martim Afonso ainda se encontrava no Brasil, quando o rei português Dom João III decidi-se pela criação das capitanias hereditárias.



  O Brasil ficou dividido em 15 partes, por uma serie de linhas paralelas do Equador que iam do litoral ao meridiano de Tordezilhas, de norte a sul da colônia.A Coroa portuguesa entregava para nobres portugueses o direito de administrar a posse, mas não se tornava proprietário delas.Além disso, recebia a chamada Carta Foral que continha todos os direitos e deveres a cumprir:


  • fundação de vila;
  • concessão de sesmarias (lote de terra doado pelo donatário ao colombo);
  • redízima (1/10) das rendas da Coroa;
  • vintena (5%) sobre o valor do pau-brasil pesca;
  • cobrança de tributos sobre todas as salinas, moendas d'água e quaisquer outros engenhos que só podiam ser construídos com sua licença;
  • a capitania era inalienável.




A fase do açúcar e as capitanias hereditárias - séculos XVI e XVII
O açúcar era um produto de grande aceitação na Europa onde alcançava grande valor.
Após as experiências positivas de cultivo na Região Nordeste do Brasil, já que a cana se adaptou bem ao clima e ao solo, teve início o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil.
Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em capitanias hereditárias. O território foi dividido em 15(quinze) faixas de terras doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, mas ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar.
Em geral, o sistema fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco, que focaram no cultivo da cana-de-açúcar, foram às únicas que apresentaram resultados, graças aos investimentos do rei e de empresários.


Sociedade colonial
A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por pessoas livres (feitores, capatazes, padres, militares, comerciantes e artesãos) e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos, de origem africana, tratados como simples mercadorias e responsáveis por quase todo trabalho desenvolvido na colônia.
Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos.


O século do ouro: século XVIII
Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto era o imposto cobrado pela Coroa Portuguesa equivalente a um quinto (20%) de todo o ouro que fosse encontrado no Brasil, esse imposto era cobrado nas casas de responsáveis por fundir o ouro, dessa forma, a cobrança dos impostos era mais rigorosa.
A descoberta de ouro e o início da exploração das minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocaram uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.
   
Revoltas coloniais e conflitos
Em função da exploração exagerada da metrópole, ocorreram várias revoltas e conflitos neste período:


  •  Entrincheiramento de Iguape: A força portuguesa, liderados por Pero de Góis, ao desembarcar na barra de Encapará, em Iguape, foram recebidos sob o fogo da artilharia, sendo desbaratada. Na retirada, os sobreviventes foram surpreendidos pelas forças espanholas emboscadas na foz da barra do Encapará, onde os remanescentes pereceram, sendo gravemente ferido o seu capitão Pero de Góis, por um tiro de arcados.
  • Guerra dos Emboabas: os bandeirantes paulistas queriam exclusividade na exploração do ouro nas minas que encontraram; Entraram em choque com os imigrantes portugueses que estavam explorando o ouro das minas.
  •  Guerra de Iguape: Ocorreu entre os anos de 1534 e 1536, na região de São Vicente, São Paulo. Ruy Garcia de Mexerá e o "Bacharel em Cananéia", aliada aos espanhóis, embarcaram em um navio francês, capturado em Cananéia e atacaram a vila de São Vicente, que saquearam e incendiaram, deixando-a praticamente destruída, matando dois terços dos seus habitantes.
  •  Guerra dos Mascates: que se registrou de 1710 a 1711 nas então Capitanias de Pernambuco.
  •  Guerras Guaraníticas: espanhóis e portugueses (apoiados pelos ingleses) entram em conflito com os índios guaranis catequizados pelos jesuítas, de 1751 a 1758.
  • Revolta de Felipe dos Santos: ocorrida em Vila Rica, representou a insatisfação dos donos de minas de ouro com a cobrança do quinto e das Casas de Fundição. O líder Felipe dos Santo Freire foi preso e condenado à morte pela coroa portuguesa.
  •  Revolta de Beckman: Ocorreu em fevereiro de 1684, no estado do Maranhão, liderado pelos irmãos Manuel e Tomas Beckman, apenas reivindicando melhorias na administração colonial, o governo português reprimiu violentamente o movimento.
  • Inconfidência Mineira (1789): liderada por Tiradentes, os inconfidentes mineiros queriam a independência da região de Minas Gerais mais o Rio de Janeiro de Portugal. O movimento foi descoberto pelo rei de Portugal e os líderes condenados.
  • Conjuração Baiana (1798): Também conhecida como "Revolta dos Alfaiates". Revolta de caráter emancipacionista ocorrida na então Capitania da Bahia. Foi punida duramente pela Coroa de Portugal.


Principais fatos da História do Brasil Colonial (Cronologia)
1500 - Em 22 de abril, comandados por Pedro Álvares Cabral, os portugueses chegam ao Brasil: Descobrimento do Brasil.
1501 - Américo Vespucci faz uma expedição exploratória na costa brasileira
1532 - Fundação da cidade de São Vicente (22 de janeiro)
1530 - Criação do sistema administrativo de Capitanias Hereditárias
1530 a 1533 - Martin Afonso de Souza realiza sua expedição de reconhecimento do Brasil. Primeiras mudas de cana-de-açúcar são plantadas em território brasileiro.
1548 - Criado e instalado o sistema administrativo (centralizado) do Governo Geral. Tomé de Souza é o primeiro governador geral do Brasil.
1554 - Fundação da cidade de São Paulo (25 de janeiro)
1555 - Após a invasão francesa, Villegaignon funda a França Antártica no Rio de Janeiro.
1680 - Fundação da colônia do Sacramento
1684 - Estoura a revolta dos Beckman, na província do Maranhão
1759 - Após seu fracasso é extinto o sistema de Capitanias Hereditárias
1763 - A capital do Brasil é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro
1789 - Inconfidência Mineira (tentativa de tornar o Brasil independente de Portugal)
1792 - Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, é enforcado em praça pública
1808 - Fuga da corte portuguesa para o Brasil
1808 - Abertura dos Portos às Nações Amigas
1815 - Brasil é elevado a Reino Unido de Portugal e Algarve
1817 - D.João traz para o Brasil a missão artística francesa
1821 - Após a derrota de Napoleão para a Inglaterra e a desocupação de Portugal pelas tropas francesas, a corte portuguesa retorna para Portugal
1822 - Dia do Fico (9 de janeiro)
1822 - Proclamação da Independência do Brasil (7 de setembro)


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Nome: Bárbara e Vanessa
Números:  7 e 37















CRONOLOGIA DAS GRANDES NAVEGAÇÕES




Reino de Portugal:1420: Início das expedições.
D. Henrique adentra o Atlântico, chegando à Ilha da Madeira.

1434: Ultrapassagem do Cabo Bojador, ao sul das Ilhas Canárias, abrindo caminho para a colonização de parte da África, e a busca de ouro e escravos.

1456: Descoberta de Cabo Verde por Diogo Alves.

1488: Bartolomeu Dias quebra o tabu e dobra o Cabo da Boa Esperança, caminho temido pelos viajantes, porém essencial para a chegada às Índias.

1498: Vasco da Gama chega à Calicute, litoral sudoeste da Índia.

1500: Pedro Álvares Cabral, acreditando ter chegado às Índias, descobre o Brasil.
Reino de Castela:1492: Retomada de Granada, última cidade espanhola ocupada pelos muçulmanos.
Cristóvão Colombo, acreditando ter chegado á Ásia, chega ao continente
americano.

1496: Chegada de Colombo à Espanha, após sua segunda viagem ao Novo Mundo.

1513: Vasco Nunes de Balboa atravessa o istmo do Panamá e descobre o Mar del Sur, atual Oceano Pacífico.

1519-1522: Primeira circunavegação da Terra. Tendo sido iniciada por Fernão de Magalhães, morto em 1521 por indígenas filipinos e sucedido por Sebastião Elcano.

Introdução 
A História do Brasil Colonial tem início em 22 de abril de 1500 com a chegada dos portugueses. O término deste período é a Proclamação da Independência do Brasil, ocorrida em São Paulo (às margens do riacho do Ipiringa), em 07 de setembro de 1822. Durante esta época, o Brasil foi administrado pela coroa portuguesa. 

Principais fatos da História do Brasil Colonial (Cronologia)
  • 1500 - Em 22 de abril, comandados por Pedro Álvares Cabral, os portugueses chegam ao Brasil: Descobrimento do Brasil.
  • 1501 - Américo Vespucci faz uma expedição exploratória na costa brasileira
  • 1532 - Fundação da cidade de São Vicente (22 de janeiro)
  • 1530 a 1533 - Martin Afonso de Souza realiza sua expedição de reconhecimento do Brasil. Primeiras mudas de cana-de-açúcar são plantadas em território brasileiro.
  • 1530 - Criação do sistema administrativo de Capitanias Hereditárias
  • 1548 - Criado e instalado o sistema administrativo (centralizado) do Governo Geral. Tomé de Souza é o primeiro governador geral do Brasil.
  • 1554 - Fundação da cidade de São Paulo (25 de janeiro)
  • 1555 - Após a invasão francesa, Villegaignon funda a França Antártica no Rio de Janeiro.
  • 1759 - Após seu fracasso é extinto o sistema de Capitanias Hereditárias
  • 1763 - A capital do Brasil é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro
  • 1680 - Fundação da colônia do Sacramento
  • 1684 - Estoura a revolta dos Beckman, na província do Maranhão
  • 1789 - Inconfidência Mineira (tentativa de tornar o Brasil independente de Portugal)
  • 1792 - Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, é enforcado em praça pública
  • 1808 - Fuga da corte portuguesa para o Brasil
  • 1808 - Abertura dos Portos às Nações Amigas
  • 1815 - Brasil é elevado a Reino Unido de Portugal e Algarve
  • 1817 - D.João  traz para o Brasil a missão artística francesa
  • 1821 - Após a derrota de Napoleão para a Inglaterra e a desocupação de Portugal pelas tropas francesas, a corte portuguesa retorna para Portugal
  • 1822 - Dia do Fico (9 de janeiro)
  • 1822 - Proclamação da Independência do Brasil (7 de setembro)
O período pré-colonial: a fase do pau-brasil (1500 a 1531)
 A expressão "descobrimento" do Brasil está carregada de eurocentrismo por desconsiderar a existência dos índios na terra antes da chegada dos portugueses. Portanto, será mais correcto o termo "chegada" dos portugueses ao Brasil. Outros autores preferem dizer "achamento" do Brasil. A data em que ocorreu, 22 de abril de 1500, inaugura a fase pré-colonial. Neste período não houve colonização, pois os portugueses não se fixaram na terra.
Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil da mata Atlântica. O pau-brasil tinha grande valor no mercado europeu, pois sua seiva avermelhada era muito utilizada para tingir tecidos e fabricação de móveis e embarcações.
Inicialmente os próprios portugueses cortavam as árvores, mas devido ao fato destas não estarem concentradas em uma região, mas espalhadas pela mata, aqueles passaram a utilizar mão-de-obra indígena para o corte. Os índios não eram escravizados, eram pagos em forma de escambo, ou seja, simples troca. Apitos, chocalhos, espelhos e outros objetos utilitários foram oferecidos aos nativos em troca de seu trabalho (cortar o pau-brasil e carregá-lo até às caravelas). Os portugueses continuaram a exploração da madeira, erguendo toscas feitorias no litoral, apenas armazéns e postos de trocas com os indígenas.
Apesar do pau-brasil ter o seu valor, o comércio de especiarias com as Índias ainda era muito mais lucrativo. Neste período Portugal sofria de escassez de mão-de-obra e recursos, de forma que investir na extração de pau-brasil significava deixar de ganhar dinheiro nas Índias. Assim a Coroa reservou aos principais nobres os privilégios de explorarem as Índias, e à nobreza do "segundo escalão" as concessões para a exploração de pau-brasil sob sistema de estanco (o pau-brasil, considerado monopólio da Coroa portuguesa, era concedido para exploração a particulares mediante o pagamento de impostos).
Durante 30 anos, a costa foi também explorada por holandeses, ingleses e principalmente franceses. Embora essas nações não figurassem no Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu em 1494, terras recém descobertas) enviavam ao Brasil navios empenhados em explorar o Atlântico e recolher a preciosa madeira, pois consideravam que tinha direito à posse das terras o país que as ocupasse.
A costa brasileira era terra aberta para os navios do corso (os «corsários»), pois inexistiam povoações ou "guarda costeira" que a defendesse. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as chamadas expedições guarda-costas, com poucos resultados.
De qualquer forma, os franceses se incomodaram com as expedições de Cristóvão Jacques, encarregado das expedições guarda-costas, achando-se prejudicados; e sem que suas reclamações fossem atendidas, Francisco I (1515-1547), então Rei da França, deu a Jean Ango, um corsário, uma carta de marca que o autorizava a atacar navios portugueses para se indenizar dos prejuízos sofridos. Isso fez com que D. João III, rei de Portugal, enviasse a Paris Antônio de Ataíde, o conselheiro de estado, para obter a revogação da carta, o que foi feito, segundo muitos autores, à custa de presentes e subornos.
Logo recomeçaram as expedições francesas. O rei francês, em guerra contra Carlos V, rei do Sacro Império Romano, praticamente atual Alemanha, não podia moderar os súditos, pois sua burguesia tinha interesses no comércio clandestino e porque o governo dele se beneficiava indiretamente, já que os bens apreendidos pelos corsários eram vendidos por conta da Coroa. As boas relações continuariam entre França e Portugal, e da missão de Rui Fernandes em 1535 resultou a criação de um tribunal de presas franco-português na cidade de Baiona, embora de curta duração, suspenso pelas divergências nele verificadas.
Henrique II, atual rei da França, filho de Francisco I, iria proibir em 1543 expedições a domínios de Portugal. Até que se deixassem outra vez tentar e tenham pensado numa França Antártica, uma colônia tentada no Rio de Janeiro, em 1555 ou numa França Equinocial.
A falta de segurança da terra é a origem direta da expedição de Martim Afonso de Sousa, nobre militar lusitano, e a posterior cessão dos direitos régios a doze donatários. Em 1530, D. João III mandou organizar a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta tinha como objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no
Brasil.
(Brasil séculos XVI e XVII) -A fase do açúcar e as capitanias hereditárias
O açúcar era um produto de grande aceitação na Europa onde alcançava grande valor.
Após as experiências positivas de cultivo na Região Nordeste do Brasil, já que a cana se adaptou bem ao clima e ao solo, teve início o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil.

Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em capitanias hereditárias. O território foi dividido em 15(quinze) faixas de terras doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, mas ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar.
Em geral, o sistema fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernanbuco, que focaram no cultivo da cana-de-açúcar, foram as únicas que apresentaram resultados, graças aos investimentos do rei e de empresários.





Bárbara e Vanessa





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Cultura-definição


 Claiber Caio e Felipe Viegas

Cultura é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Por exemplo.  Cultura é também associada, comumente, a altas formas de manifestação artística e/ou técnica da humanidade, como a música erudita européia. Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou civilização Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social, etc.
Por ter sido fortemente associada ao conceito de civilização no século XVIII, a cultura muitas vezes se confunde com noções de: desenvolvimento, educação, bons costumes, etiqueta e comportamentos de elite.
Culturas também São práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço/tempo.

Etnocentrismo

Etnocentrismo é uma atitude na qual a visão ou avaliação de um grupo sempre seria baseada nos valores adotados pelo seu grupo, como referência, como padrão de valor. Trata-se de uma atitude discriminatória e preconceituosa. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico sendo considerado como superior a outro.

Não existem grupos superiores ou inferiores, mas grupos diferentes. Um grupo pode ter menor desenvolvimento tecnológico (como, por exemplo, os habitantes anteriores aos europeus que residiam nas Américas, na África e na Oceania) se comparado a outro mas, possivelmente, é mais adaptado a determinado ambiente, além de não possuir diversos problemas que esse grupo "superior" possui.


A tendência do homem nas sociedades é de repudiar ou negar tudo que lhe é estranho ou não está de acordo com suas tendências, costume e hábitos. Na civilização grega, o bárbaro, era o que "transgredia" toda a lei e costumes da época, é etimologicamente semelhante ao homem selvagem na sociedade ocidental.

Eurocentrismo

O eurocentrismo é como uma visão de mundo que tende a colocar a Europa (assim como sua cultura, seu povo, suas línguas, etc.) como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da história do homem. Acredita-se que grande parte da historiografia produzida no século XIX até meados do século XX assuma um contexto eurocêntrico, mesmo aquela praticada fora da Europa. O revisionismo histórico ocorrido nas últimas décadas (por intelectuais como, por exemplo, Edward Said) tendeu a reverter esta visão de mundo, em busca de novas perspectivas.
Manifesta-se como uma espécie de doutrina, corrente no meio acadêmico em determinados períodos da história, que enxerga as culturas não-européias de forma exótica e as encara de modo xenófobo. Muito comum principalmente no século XIX, especialmente por ser um ideal do Darwinismo social que a humanidade caminhasse para o "modelo europeu", deixou alguns traços sutis, tais como a visão mais comumente vista em mapas que representem o globo terrestre.
       
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Francimar e Lucas Abreu  


Grandes navegações
    
O "Monstro Marítimo" , como pensavam os europeus
 As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos europeus. E muitas crenças passadas de geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os navios caírem no nada.
  O principal motivo que fez alguns europeus desafiar o desconhecido, enfrentando medo, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para se chegar às regiões produtoras de especiarias, de sedas, de porcelana, de ouro, enfim, da riqueza.
Navegações de Pedro Álvarez Cabral
  Mas como mundo está cansado de ouvir:
  Pedro Álvarez Cabral ''apostou uma  corrida'' para ver quem chegava na Índia primeiro, mas como ele desviou um pouco a rota dele acabou chegando no Brasil !


Período  pré-colonial ( 1500-1530 )

      

  Nos primeiros trinta anos que se seguiram à chegada dos portugueses, a metrópole européia ainda manteve sua principal interesse no lucrativo comércio recém-descoberto com as Índias.Em relação ao Brasil foram enviadas duas expedições de reconhecimento do território, uma comandada por Gaspar de Lemos e a outra por Gonçalo Coelho em 1501 e 1503, respectivamente.As terra foram arrendadas para um nobre cristão-novo chamado Fernão de Loronha.
Pintura da Chegada dos portugueses no Brasil
  O arrendatário tinha a obrigação de enviar seis navios por ano para vigiar a costa, construir feitorias e realizar a troca de mercadorias por pau-brasil, que era levado para a Europa e utilizado para se tingir tecidos, mas como se trata de atividades predatória e de difícil extração, logo se esgota.Além disso,o significado das "trocas" era bastante diferente para indígenas e portugueses, que viam naquilo uma prática comercial.A falta de mão-de-obra acabou levando à escravidão aos nativos.Apesar disso, até 1533 a extração de pau-brasil foi a principal atividade econômica da colônia.
é nesse contexto que vem para o Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza (1530-1533), que tinha como objetivo patrulhar por meio da concessão não hereditária de terras e explorara região, tendo em vista a necessidade de ocupação e funda a primeira vila da colônia, no litoral, em São Vicente (1532).Martim Afonso ainda se encontrava no Brasil, quando o rei português Dom João III decidi-se pela criação das capitanias hereditárias.
Mapa da Capitanias Hereditárias


  O Brasil ficou dividido em 15 partes, por uma serie de linhas paralelas do Equador que iam do litoral ao meridiano de Tordezilhas, de norte a sul da colônia.A Coroa portuguesa entregava para nobres portugueses o direito de administrar a posse, mas não se tornava proprietário delas.Além disso, recebia a chamada Carta Foral que continha todos os direitos e deveres a cumprir:


  • fundação de vila;
  • concessão de sesmarias (lote de terra doado pelo donatário ao colombo);
  • redízima (1/10) das rendas da Coroa;
  • vintena (5%) sobre o valor do pau-brasil pesca;
  • cobrança de tributos sobre todas as salinas, moendas d'água e quaisquer outros engenhos que só podiam ser construídos com sua licença;
  • a capitania era inalienável.
  As capitanias acabaram não dando certo, por diversos motivos, dentre eles: distância de comunicação entre elas e entre a colônia e a metrópole, falta de investimento e resistência dos índios.Apenas São Vicente e Pernambuco tiveram relativo sucesso.A vida na colônia se mostrava bastante difícil ao português: o clima era quente e úmido, os ataques indígenas, a falta de infra-estrutura, a fome e a falta de alimentos.O Brasil passa a ser visto como um lugar para cumprir penas.

Governo Geral e administração colonial

  A partir de 1548, com a crise das capitanias hereditárias, a Coroa portuguesa decide iniciar uma colonização mais sistemática, aos moldes da política absolutista européia.É criado no Brasil, com sede em Salvador, o sistema de Governo Geral.A colônia passaria a ter um único governante central e em cada vila e cidade se ergueriam as chamadas Câmeras Municipais.
  De 1548 até 1808, o Brasil teve 53 governadores-gerais, nomeados pelo rei e, para facilitar a admnistração portuguesa, a colônia foi dividida e reunificada três vezes nesse período.De todos os governantes-gerais, os três primeiros ganharam destaque na historiografia brasileira. Foram eles : Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá.


Tomé de Souza  ( 1549-1553 )

Pintura de Tomé de Souza

O primeiro governador-geral do Brasil já tinha tido experiências ma África e na Índia.Chegou à Bahia com mais de mil pessoas e suas instruções eram a de garantir a posse territorial da nova terra, de colonizá-la e organizar as rendas da Coroa.É durante seu governo que o Brasil passa a interagir, de fato, o Império Português.Não se trata de isolar a colônia, mas ao contrário, o Brasil se somaria aos outros domínios, constituindo, sem dúvida, uma grande rede de comunicação entre as regiões sob o domínio lusitano.










Duarte da Costa (1549-1553)

Pintura de Duarte da Costa
  Em 1522,Duarte da Costa era presidente do senado de Lisboa.Tinha laços familiares com D. João III, e foi nomeado segundo governador-geral.Com Duarte da Costa vieram outros jesuítas entre os quais José de Anchieta, responsável, juntamente com Manuel da Nóbrega, pela fundação do Colégio de São Paulo, em 25 de janeiro de 1554 (origem da cidade de São Paulo).
   Dois grandes problemas marcaram o governo de Duarte: um deles foi o conflito com o bispo Sardinha,devido ao desentendimento deste com seu filho D. Álvaro da Costa.Em outro momento de 1555, os franceses de Villegaignon, invadiram o Rio de Janeiro, não só para retirar o pau-brasil, mas para fundar um núcleo colonial: a França Antártica.Duarte da Costa nada pode fazer para impedir essa invasão, pois possuía recursos  militares.
   Seu governo foi marcado também pela luta entre colonos e jesuítas em virtude do consentimento do governador em sujeitar os indígenas ao trabalho forçado.

Mem de Sá (1558-1572)

Pintura de Mem de Sá
   Mem de Sá foi nomeado pela rainha viúva e regente de Portugal, D. Catarina. O governador teve que enfrentar grandes dificuldades logo no início de seu governo; lutava com a falta de recursos de todo o gênero e teve ainda que vencer os problemas da peste e a fome.A varíola assaltou a cidade  da Bahia e as terras ficaram sem ser semeadas.
   Os 14 nos de governo de Mem de Sá, terceiro governador-geral, caracterizou-se por algumas realizações importantes: fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (segunda cidade do Brasil), em 1° de março de 1567,com o auxílio deste mesmo sobrinho;reunião dos índios em missões(reduções); a dissolução da Confederação dos Tamoios.



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                 2 Trabalhos??????
               

As grandes navegações
O que foram as grandes navegações?  As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos europeus. E muitas crenças passadas de geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os navios caírem no nada.

Os motivos O motivo poderoso que fez alguns europeus desafiar o desconhecido, enfrentando medo, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para se chegar às regiões produtoras de especiarias, de sedas, de porcelana, de ouro, enfim, da riqueza.

Outros fatores favoreceram a concretização desse objetivo:

• Comerciantes e reis aliados já estavam se organizando para isso com capitais e estruturando o comércio internacional;

• A tecnologia necessária foi obtida com a divulgação de invenções chinesas, como a pólvora (que dava mais segurança para enfrentar o mundo desconhecido), a bússola, e o papel. A invenção da imprensa por Gutenberg popularizou os conhecimentos antes restritos aos conventos. E, finalmente, a construção de caravelas, que impulsionadas pelo vento dispensavam uma quantidade enorme de mão-de-obra para remar o barco como se fazia nas galeras nos mares da antiguidade, e era mais própria para enfrentar as imensas distâncias nos oceanos;

• Histórias como a de Marcopolo e Prestes João aguçavam a imaginação e o espírito de aventura;

• Até a Igreja Católica envolveu-se nessas viagens, interessada em garantir a catequese dos infiéis e pagãos, que substituiriam os fiéis perdidos para as Igrejas Protestante


O Período Pré-Colonial : A fase do pau-brasil (1500 a 1530)
A expressão "desenvolvimento" do Brasil está carregada de eurocentrismo, além de desconsiderar a existência dos índios em nosso país antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pelo termo "chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de 1500, data que inaugura a fase pré-colonial.
Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portugueses não se fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil da mata Atlântica.
O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração, os portugueses utilizaram o escambo, ou seja, deram espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas).
Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494). Os corsários ou piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro para um outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.
Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas.
No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos : povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.
A fase do Açúcar ( séculos XVI e XVII )
O açúcar era um produto de grande aceitação na Europa e alcançava um grande valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil.
Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditarias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e de empresários.
Administração Colonial
Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.
Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.
A capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país.

A economia colonial
A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.
As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.
O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.
A sociedade Colonial
A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos de origem africana.
Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos.
A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos escravos).
                                                          Nome:Heloísa de frança e Ana maria
                                                                 N°:22,5


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Alunas: Karoline e Lorrane
Números: 25 e 28


CRONOLOGIA DAS GRANDES NAVEGAÇÕES

                                              
Reino de Portugal:
1420: Início das expedições.
D. Henrique adentra o Atlântico, chegando à Ilha da Madeira.
1434: Ultrapassagem do Cabo Bojador, ao sul das Ilhas Canárias, abrindo caminho para a colonização de parte da África, e a busca de ouro e escravos.
1456: Descoberta de Cabo Verde por Diogo Alves.
1488: Bartolomeu Dias quebra o tabu e dobra o Cabo da Boa Esperança, caminho temido pelos viajantes, porém essencial para a chegada às Índias.
1498: Vasco da Gama chega à Calicute, litoral sudoeste da Índia.
1500: Pedro Álvares Cabral, acreditando ter chegado às Índias, descobre o Brasil.


Reino de Castela:
1492: Retomada de Granada, última cidade espanhola ocupada pelos muçulmanos.
Cristóvão Colombo, acreditando ter chegado á Ásia, chega ao continente
americano.
1496: Chegada de Colombo à Espanha, após sua segunda viagem ao Novo Mundo.
1513: Vasco Nunes de Balboa atravessa o istmo do Panamá e descobre o Mar del Sur, atual Oceano Pacífico.
1519-1522: Primeira circunavegação da Terra. Tendo sido iniciada por Fernão de Magalhães, morto em 1521 por indígenas filipinos e sucedido por Sebastião Elcano.

As grandes Navegações
As grandes navegações tiveram início no século XV.
Os europeus começaram a desenvolver o comércio entre a Europa e o Oriente (na Ásia, principalmente na região das índias).
Os produtos de maior valor comercial na época eram:
# as chamadas especiarias (cravo, canela, noz-mascada, gengibre).
# sedas, porcelanas, tapetes, perfumes, marfins, pedras preciosas etc.
A pimenta

De todas as especiarias existentes no Oriente e cobiçadas pelos europeus, nenhuma era mais importante e mais valiosa do que a pimenta. Hoje considerada mero condimento, a pimenta, nos séculos XVI e XVII, era artigo de fundamental importância na economia européia. Como não havia condições de se alimentar o gado durante o rigoroso inverno da Europa setentrial, a quase totalidade dos rebanhos era abatida por volta do mês de novembro. O sal era usado para preservar a carne por vários meses, mas a pimenta e, em menor escala, o cravo eram considerados imprescindíveis para tornar o sabor das conservas menos repulsivo. Na Europa, o preço da pimenta era altíssimo e na Índia os hindus só aceitavam trocá-la por ouro. Os portugueses chegaram a trazer cerca de 30 mil quintais por ano (quase 2 mil toneladas ) de pimenta da Índia para Lisboa.
Esses produtos eram originários da Índia, da China e do Ceilão, e chegavam às cidades de Alexandria e Constantinopla, trazidos pelos árabes.
Essas mercadorias eram comercializadas na Europa por preços muito elevados, pelos comerciantes italianos das cidades de Veneza e Gênova.
Portugal e Espanha ambicionavam fazer esse comércio, diretamente com as Índias, comprando os produtos e vendendo-os por preços elevados.
O pioneirismo português
Alguns estudiosos do passado atribuíram o pioneirismo português na expansão marítima à sua posição geográfica privilegiada. Outros consideram o fechamento do comércio no Mediterrâneo pelos turcos como fator determinante para a saída portuguesa. São teses inaceitáveis. Para os historiadores de hoje, o pioneirismo de Portugal está ligado à precoce centralização política. Vejamos o porquê.
Do Mediterrâneo para Atlântico
Desde a Antiguidade, a história do Ocidente esteve restrita à navegação no Mediterrâneo. No início da Idade Moderna, o oceano Atlântico era totalmente desconhecido.
A navegação limitava-se à região costeira da Europa: de Portugal aos países escandinavos- Dinamarca, Noruega e Suécia.
Devido aos altos riscos, a exploração do Atlântico não atraía investimentos particulares. Em conseqüência, a expansão só poderia ser feita com a iniciativa do Estado, pois era o único agentes capaz de investir grandes recursos sem temer os prejuízos, já que esses recursos provinham da arrecadação de impostos em escala nacional. Daí a importância da centralização, sem a qual esse agente investidor da expansão marítima não existiria.
Na realidade, a constituição do Estado nacional ou a centralização política foi um pré-requisito da expansão. Assim, depois de Portugal, lançaram-se à expansão, sucessivamente, Espanha, Países Baixos, França e, finalmente, Inglaterra, à medida que lograram a centralização.
No caso de Portugal, deve-se mencionar ainda a importância da Escola de Sagres, dirigida pelo infante D. Henrique, o Navegador.
O Estado financiava as pesquisas e as viagens de exploração, estabelecendo, em compensação, o monopólio régio do ultramar.
A Espanha e o "descobrimento" da América
Enquanto os portugueses exploravam a costa africana e descobriam o caminho para a Índia, os espanhóis, através de Cristóvão Colombo, chegavam à América (1492).
A audaciosa viagem de Colombo tinha por objetivo atingir a China através do Atlântico. Nesse sentido, a América era um obstáculo e, de imediato, não despertou interesse da Coroa espanhola. O mesmo aconteceu com o Brasil, em 1500, quando aqui chegou a esquadra de Pedro Álvares Cabral.
Com a entrada em cena da Espanha, teve início uma disputa dos domínios de além-mar com Portugal. O acordo foi estabelecido com o Tratado de Tordesilhas (1494), que dividiu os domínios respectivos entre os dois Estados.

Por esse motivo, resolveram procurar um novo caminho para as Índias, viajando pelo Oceano Atlântico, contornando o sul da África.
Começou nesse período a época das Grandes Navegações.
Contribuíram para o desenvolvimento das navegações:
# a procura de um novo caminho para as Índias.
# as invenções: caravela, bússola, astrolábio, pólvora, papel e imprensa.

As Invenções
Algumas invenções contribuíram para o desenvolvimento do comércio, possibilitando a realização de longas viagens marítimas.
Entre essas invenções, temos:
A bússola, um instrumento usado para orientação. Consta de uma agulha imantada voltada para o Norte.
As caravelas, que tornaram as viagens mais rápidas.
O astrolábio, outro instrumento de orientação usado para verificar a altura dos astros.
A pólvora, usada pelos navegantes para se defenderem dos ataques, durante as viagens.
O papel e a imprensa, que permitiram a divulgação dos acontecimentos sobre Geografia, ciências e Navegações. 



Principais fatos da História do Brasil Colonial (Cronologia)
1500 - Em 22 de abril, comandados por Pedro Álvares Cabral, os portugueses chegam ao Brasil: Descobrimento do Brasil.
1501 - Américo Vespucci faz uma expedição exploratória na costa brasileira
1532 - Fundação da cidade de São Vicente (22 de janeiro)
1530 a 1533 - Martin Afonso de Souza realiza sua expedição de reconhecimento do Brasil. Primeiras mudas de cana-de-açúcar são plantadas em território brasileiro.
1530 - Criação do sistema administrativo de Capitanias Hereditárias
1548 - Criado e instalado o sistema administrativo (centralizado) do Governo Geral. Tomé de Souza é o primeiro governador geral do Brasil.
1554 - Fundação da cidade de São Paulo (25 de janeiro)
1555 - Após a invasão francesa, Villegaignon funda a França Antártica no Rio de Janeiro.
1680 - Fundação da colônia do Sacramento
1684 - Estoura a revolta dos Beckman, na província do Maranhão
1759 - Após seu fracasso é extinto o sistema de Capitanias Hereditárias
1763 - A capital do Brasil é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro
1789 - Inconfidência Mineira (tentativa de tornar o Brasil independente de Portugal)
1792 - Tiradentes, líder da Inconfidência mineira, é enforcado em praça pública
1808 - Fuga da corte portuguesa para o Brasil
1808 - Abertura dos Portos às Nações Amigas
1815 - Brasil é elevado a Reino Unido de Portugal e Algarve
1817 - D.João  traz para o Brasil a missão artística francesa
1821 - Após a derrota de Napoleão para a Inglaterra e a desocupação de Portugal pelas tropas francesas, a corte portuguesa retorna para Portugal
1822 - Dia do Fico (9 de janeiro)
1822 - Proclamação da Independência do Brasil (7 de setembro)

HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL
O Período Pré-Colonial: A fase do pau-brasil (1500 a 1530)
A expressão "descobrimento" do Brasil está carregada de eurocentrismo, além de desconsiderar a existência dos índios em nosso país antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pelo termo "chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de 1500, data que inaugura a fase pré-colonial.
Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portugueses não se fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil da mata Atlântica.
O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração, os portugueses utilizaram o escambo, ou seja, deram espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas).
Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494). Os corsários ou piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro para outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.
Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas.
No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.
A fase do Açúcar (séculos XVI e XVII)
O açúcar era um produto de grande aceitação na Europa e alcançava um grande valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil.
Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e de empresários.
Administração Colonial
Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.
Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.
A capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país.

A economia colonial
A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.
As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.
O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.
A sociedade Colonial
A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos de origem africana.
Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos.
A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos escravos).
Invasão holandesa no Brasil
Entre os anos de 1630 e 1654, o Nordeste brasileiro foi alvo de ataques e fixação de holandeses. Interessados no comércio de açúcar, os holandeses implantaram um governo em nosso território. Sob o comando de Maurício de Nassau, permaneceram lá até serem expulsos em 1654. Nassau desenvolveu diversos trabalhos em Recife, modernizando a cidade.
Expansão territorial: bandeiras e bandeirantes
Foram os bandeirantes os responsáveis pela ampliação do território brasileiro além do Tratado de Tordesilhas. Os bandeirantes penetram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
O século do Ouro: século XVIII 
Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas Casas de Fundição.
A descoberta de ouro e o início da exploração da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.
Cidades começaram a surgir e o desenvolvimento urbano e cultural aumentou muito nestas regiões. Foi neste contexto que apareceu um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil: Aleijadinho.
Vários empregos surgiram nestas regiões, diversificando o mercado de trabalho na região aurífera.
Para acompanhar o desenvolvimento da região sudeste, a capital do país foi transferida para o Rio de Janeiro.
Revoltas Coloniais e Conflitos
Em função da exploração exagerada da metrópole ocorreram várias revoltas e conflitos neste período:
·         Guerra dos Emboabas: os bandeirantes queriam exclusividade na exploração do ouro nas minas que encontraram. Entraram em choque com os paulistas que estavam explorando o ouro das minas.
·         Revolta de Filipe dos Santos: ocorrida em Vila Rica, representou a insatisfação dos donos de minas de ouro com a cobrança do quinto e das Casas de Fundição. O líder Filipe dos Santos foi preso e condenado a morte pela coroa portuguesa.
·         Inconfidência Mineira (1789): liderada por Tiradentes, os inconfidentes mineiros queriam a libertação do Brasil de Portugal. O movimento foi descoberto pelo rei de Portugal e os líderes condenados.


As grandes navegações
  
Felipe Viegas & Claiber Caio
Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.
         No século XV, os países europeus que quisessem comprar especiarias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - Índia era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio.
Um outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis.
Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo um centro de estudos: A Escola de Sagres.
Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e , portanto, ao navegar para o "fim" a caravela poderia cair num grande abismo.
Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.
Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.
história das grandes navegações - caravelaCaravela Portuguesa da Época das Grandes Navegações
                A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando a África, os espanhóis optaram por um outro caminho. O genovês Cristovão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar às Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América ( maias, incas e astecas ), os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.
CRONOLOGIA:
Reino de Portugal:

1420: Início das expedições.
D. Henrique adentra o Atlântico, chegando à Ilha da Madeira.

1434: Ultrapassagem do Cabo Bojador, ao sul das Ilhas Canárias, abrindo caminho para a colonização de parte da África, e a busca de ouro e escravos.

1456: Descoberta de Cabo Verde por Diogo Alves.

1488: Bartolomeu Dias quebra o tabu e dobra o Cabo da Boa Esperança, caminho temido pelos viajantes, porém essencial para a chegada às Índias.

1498: Vasco da Gama chega à Calicute, litoral sudoeste da Índia.

1500: Pedro Álvares Cabral, acreditando ter chegado às Índias, descobre o Brasil.


Reino de Castela:

1492: Retomada de Granada, última cidade espanhola ocupada pelos muçulmanos.
Cristóvão Colombo, acreditando ter chegado á Ásia, chega ao continente
americano.

1496: Chegada de Colombo à Espanha, após sua segunda viagem ao Novo Mundo.

1513: Vasco Nunes de Balboa atravessa o istmo do Panamá e descobre o Mar del Sur, atual Oceano Pacífico.

1519-1522: Primeira circunavegação da Terra. Tendo sido iniciada por Fernão de Magalhães, morto em 1521 por indígenas filipinos e sucedido por Sebastião Elcano.




Brasil Colônia

Período Pré-Colonial- a fase do pau Brasil (1500-1530)

A expressão "descobrimento" do Brasil está carregada de eurocentrismo (valorização da cultura européia em detrimento das outras), pois desconsidera a existência dos índios em nosso país antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pelo termo "chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de 1500, data que inaugura a fase pré-colonial.
Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portugueses não se fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil da Mata Atlântica.
O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração, os portugueses utilizaram o escambo, ou seja, deram espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas).
Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494). Os corsários ou piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro para um outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.
Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas.
No ano de 1530, o rei de Portugal organizou a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.
Período colonial (1530 a 1570)


         O açúcar era um produto de muita aceitação na Europa e alcançava um grande valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil. A mão-de-obra escrava, de origem africana, foi utilizada nesta fase.
Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e de empresários.
Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.
Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.
A capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país.
         A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.
As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.
O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.
Entre os anos de 1630 e 1654, o Nordeste brasileiro foi alvo de ataques e fixação de holandeses. Interessados no comércio de açúcar, os holandeses implantaram um governo em nosso território. Sob o comando de Maurício de Nassau, permaneceram lá até serem expulsos em 1654. Nassau desenvolveu diversos trabalhos em Recife, modernizando a cidade.
Foram os bandeirantes os responsáveis pela ampliação do território brasileiro além do Tratado de Tordesilhas. Os bandeirantes penetram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
Cidades começaram a surgir e o desenvolvimento urbano e cultural aumentou muito nestas regiões. Foi neste contexto que apareceu um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil : Aleijadinho.
Vários empregos surgiram nestas regiões, diversificando o mercado de trabalho na região aurífera. Igrejas foram erguidas em cidades como Vila Rica (atual Ouro Preto), Diamantina e Mariana.
Para acompanhar o desenvolvimento da região sudeste, a capital do país foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.
                 Revoltas Coloniais e Conflitos

Em função da exploração exagerada da metrópole ocorreram várias revoltas e conflitos neste período:
- Guerra dos Emboabas : os bandeirantes queriam exclusividade na exploração do ouro nas minas que encontraram. Entraram em choque com os paulistas que estavam explorando o ouro das minas.
- Revolta de Filipe dos Santos : ocorrida em Vila Rica, representou a insatisfação dos donos de minas de ouro com a cobrança do quinto e das Casas de Fundição. O líder Filipe dos Santos foi preso e condenado a morte pela coroa portuguesa.
- Inconfidência Mineira (1789) : liderada por Tiradentes , os inconfidentes mineiros queriam a libertação do Brasil de Portugal. O movimento foi descoberto pelo rei de Portugal e os líderes condenados.




Nome :Ariele Brito Machado
Numero: "6"




 As Grandes Navegações 


O que foram as grandes navegações? 
 
As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos europeus. E muitas crenças passadas de geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os navios caírem no nada.


Os motivos 


O motivo poderoso que fez alguns europeus desafiar o desconhecido, enfrentando medo, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para se chegar às regiões produtoras de especiarias, de sedas, de porcelana, de ouro, enfim, da riqueza.

Outros fatores favoreceram a concretização desse objetivo:



Comerciantes e reis aliados já estavam se organizando para isso com capitais e estruturando o comércio internacional;


A tecnologia necessária foi obtida com a divulgação de invenções chinesas, como a pólvora (que dava mais segurança para enfrentar o mundo desconhecido), a bússola, e o papel. A invenção da imprensa por Gutenberg popularizou os conhecimentos antes restritos aos conventos. E, finalmente, a construção de caravelas, que impulsionadas pelo vento dispensavam uma quantidade enorme de mão-de-obra para remar o barco como se fazia nas galeras nos mares da antiguidade, e era mais própria para enfrentar as imensas distâncias nos oceanos;


Histórias como a de Marcopolo e Prestes João aguçavam a imaginação e o espírito de aventura;


Até a Igreja Católica envolveu-se nessas viagens, interessada em garantir a catequese dos infiéis e pagãos, que substituiriam os fiéis perdidos para as Igrejas Protestantes.


                                         Período  Pré Colonial (1500-1530)


Quando anunciou a descoberta das terras brasileiras, Portugal não tinha um projeto de colonização preparado para a exploração do novo espaço. Na verdade, desde todo o século XV, os portugueses estavam bem mais interessados em estreitar seus laços comerciais com os povos orientais. Dessa forma, observamos que entre 1500 e 1530, o governo português centrou muito pouco de suas atenções ao Brasil.

No ano de 1501, uma expedição liderada por Gaspar de Lemos foi mandada para cá com a missão de nomear vários pontos do litoral e acabou confirmando a existência de pau-brasil em nossas terras. A existência de tal árvore logo chamou a atenção dos portugueses, já que dela se extraía uma tinta bastante utilizada para o tingimento de tecidos na coloração vermelha.

Dois anos mais tarde, uma nova expedição foi enviada para a construção de feitorias ao longo do litoral. Tais fortificações eram utilizadas para o armazenamento de pau-brasil e para a proteção necessária contra a invasão de outros povos. Com relação a essa mesma atividade de extração, os portugueses contaram com o trabalho voluntário dos indígenas, que recebiam diversas mercadorias em troca do serviço prestado. Tal prática, ao longo do tempo, ficou conhecida pelo nome de escambo.

Com o passar do tempo, a ausência de portugueses na ocupação do território brasileiro incentivou outras nações a invadirem o litoral brasileiro. Entre outros povos, os franceses aportavam em nosso território em busca de pau-brasil e estabelecendo contato com a população nativa. Já nessa época, o governo português percebia que a falta de centros de colonização poderia colocar em risco a propriedade das terras conquistadas no continente americano.

Não bastando o risco de invasão, os portugueses não alcançaram o lucro esperado com a construção de uma rota marítima que os ligassem diretamente às Índias. O desgaste causado pelo longo percurso e a concorrência comercial de outros povos acabou fazendo com que o comércio com o Oriente não fosse muito atrativo. Desse modo, o governo português  voltaria suas atenções para a exploração do espaço colonial brasileiro.

Em 1530, a expedição de Martim Afonso de Souza foi enviada até ao Brasil para a fundação do primeiro centro colonial do território tupiniquim. Já nessa viagem, mudas de cana-de-açúcar foram trazidas para o desenvolvimento da primeira empresa mercantil a ser instalada pelos portugueses. Além disso, essa mesma expedição foi acompanhada por padres jesuítas que realizaram a catequização dos indígenas.



                        Brasil colônia (cronologia de 1500-1570)



1500 - Expedição de Cabral chega ao Brasil.
1501 - Primeiras expedições de reconhecimento da costa.
1504 - Navegantes franceses chegam ao Brasil para exploração.
1530 - Dom João III institui o regime de capitanias hereditárias. Expedição colonizadora de Martim Afonso ao Brasil.
1532 - Fundação, por Martim Afonso, da primeira vila do Brasil, a Vila de São Vicente.
1534 - O Brasil é dividido em capitanias hereditárias. Início da escravização do índio no Brasil.
1543 - Braz Cubas funda a primeira Santa Casa do Brasil.
1548 - Cria-se o governo-geral com o intuito de centralizar a administração da Colônia.
1549 - É fundada a cidade de Salvador e instituído o primeiro governo geral do Brasil com Tomé de Souza.
1550 - Tem início a criação de gado bovino no Brasil, com chegada de espécies. Chega a Salvador a primeira leva de escravos africanos.
1554 - Padre Manoel da Nóbrega funda o Colégio de São Paulo.
1555 - Os franceses fundam a França Antártica, no Rio de Janeiro.
1562 - João Ramalho torna-se capitão-mor de São Paulo de Piratininga.
1563 - Estácio de Sá funda a cidade de São Sebastião (Rio de Janeiro).
1567 - Os franceses são expulsos do Rio de Janeiro.
1570 - Carta régia garante liberdade aos índios.


                            Administração colonial

Após a tentativa fracassada de estabelecer as capitanias hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil um Governo-geral  como forma de centralizar a administração, tendo mais controle da colônia. As capitanias hereditárias fracassadas foram transformadas em capitanias gerais.
O primeiro governador-geral foi Tomé de Sousa,  que recebeu a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata .
Também começavam a existir câmaras municipais , órgãos políticos compostos pelos " homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.
As instituições municipais eram compostas por um alcaide que tinha funções administrativas e judiciais, juizes ordinários, vereadores, almotacés e os homens bons.
As juntas do povo decidiam sobre diversos assuntos da Capitania
A capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país. Além disso, Salvador como cidade litorânea, exercia grande papel na facilitação de envio dos produtos canavieiros à Europa, via Navios.


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Nome: Victtor Habakuk  
N°: 38


As grandes Navegações



No século XV, os países europeus que quisessem comprar especiarias, tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Genôva, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais, sendo Índia era o principal, os burgueses italianos cobravam preços muito altos pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio.
Os europeus também queriam novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis.
Os reis também estavam interessados, tanto que financiaram grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o aumento do comércio, poderiam também aumentar a arrecadação de impostos para os seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da época.

Planejamento das Navegações
Mapa antes da expensão maritima Européia
Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e, portanto, ao navegar para o "final” a caravela poderia cair num grande abismo.
Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balhestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.
Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.

Descobrimentos e navegações dos Portugueses
Caravelas usadas pelos europeus
No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos.
Outro importante feito foi à chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após “descobrir” as terras Cabral continuou o percurso em direção às Índias.

Com isso Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.

Descobrimentos e Navegações Espanholas
A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando a África, os espanhóis optaram por outro caminho. O genovês Cristóvão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar às Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América, os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indigenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.


 Nome:Gabriela Almeida N°:19

           Grandes Navegações.

  • O que foram as grandes navegações?
 
Foram as navegações no século XV feitas pelos países da Europa(monopolizado por Espanha e Portugal) rumo à Índia, atrás das especiarias(o que chamamos de "temperos" nos dias atuais), produtos que só eram produzidos lá.

Essas navegações tiveram grande importância, não apenas para o começo das atividades comerciais no mundo, mas também, para um grande descobrimento de terras que, até então, ainda não eram               conhecidas, "a América".
As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. 
Caravelas
  •  Aventureiros dos mares 
*Pedro Álvares Cabral:
Comandante de uma frota de 13 navios, Cabral partiu de Lisboa em março de 1500 com o objetivo de chegar à Índia. No mês seguinte, um desvio de rota o levou a desembarcar no litoral do que hoje é a Bahia. Após dez dias no recém-descoberto Brasil, seguiu viagem e chegou ao litoral indiano em setembro do mesmo ano. Mas o final da expedição foi marcado por incidentes e pela morte de Bartolomeu Dias, que estava na frota.

Dica preciosa:

Instruído por Vasco da Gama, que já tinha ido à Índia, Cabral foi orientado a rumar para o sudoeste ao contornar a África, evitando as águas do golfo da Guiné, sujeitas a poucos ventos, as chamadas "calmarias". A rota permitiria ainda a Cabral reconhecer terras que já haviam sido avistadas de longe por expedições anteriores.

*Cristóvão Colombo:
Nascido em Gênova, na Itália, queria chegar à Índia rumando para o oeste, e não dando a volta na África. Colombo buscou apoio para a jornada em vários países, mas só a Espanha aceitou financiá-lo. No meio da viagem para o Oriente, porém, topou com a América em 1492. É considerado o descobridor do Novo Mundo, apesar de vikings terem visitado o continente 500 anos antes.
 
*Vasco da Gama:
Sua primeira viagem à Índia foi iniciada em 1497 e, no ano seguinte, o navegante português cruzou o cabo da Boa Esperança e alcançou seu destino. Chegar às Índias era importante pois apenas lá os portugueses podiam conseguir especiarias como pimenta e noz-moscada, artigos que, na Europa, valiam tanto quanto prata e ouro. O caminho marítimo para o Oriente aberto por Vasco da Gama ajudaria Portugal a se tornar uma potência mundial.

*Bartolomeu Dias:

Liderou a primeira expedição a atravessar, em 1488, o cabo das Tormentas, mais tarde rebatizado de cabo da Boa Esperança (no extremo sul da África). O curioso é que Bartolomeu Dias não percebeu o feito, pois passou pelo cabo durante uma forte tempestade. Poderia ter chegado à Índia, mas um motim da tripulação o obrigou a retornar a Portugal.

*Fernão de Magalhães:
Apesar de português, navegou também pela bandeira da Espanha. Foi desse país que, em 1519, partiu para dar a volta na América do Sul, descobrindo a passagem para o oceano Pacífico, que recebeu o nome de estreito de Magalhães. Morreu em 1521, nas Filipinas, antes do fim da expedição, mas 18 sobreviventes de sua tripulação chegaram à Espanha em 1522, completando a pioneira navegação completa em volta do planeta.

  • Diplomacia Fatal: 
 
Após contornar a América do Sul durante sua volta ao mundo, Magalhães chegou ao arquipélago que hoje é as Filipinas. Ali, firmou a primeira aliança da coroa espanhola com chefes de tribos nativas do oceano Pacífico. Ele também passou a converter ao cristianismo alguns líderes tribais. Mas sua atuação como relações-públicas não foi tão eficiente assim, tanto que Magalhães acabou sendo morto após discussões com alguns nativos da região.

  • Os objetivos:
 
No século XV, os países europeus que quisessem comprar especiarias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - Índia era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio.

Um outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis.

Temperos

  • Mitos e crenças:
 
    * Acreditava-se que a terra era plana e que o oceano terminava em um abismo sem fim;
    * Que os grandes oceanos eram povoados por monstros marinhos;
    * Que podia encontrar o paraíso terrestre, muitas vezes representado pelo reino mitológico de Prestes João.
    * os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos.
    * A terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria com que os navios caíssem em um abismo.
Crenças

Monstros marinhos

  • Consequencias das grandes navegações:
 
- Sistema colonial português
- Dominação das civilizações asteca e inca pelos espanhóis
- Descoberta das minas de prata de Potosí (consideradas as maiores do mundo)
- Ampliação do comércio mundial
- Afluxo de metais preciosos
- Preparação das revoluções Comercial e Industrial


  • Cronologia
 
1418 __ Bartolomeu Perestrello descobre as ilhas de Porto Santo

1419 __ O Infante dom Henrique de Avis, funda a escola de Sagres, primeiro centro de pesquisas marítimas e cartográficas do mundo.

1420 __ Os portugueses chegaram até a ilha da Madeira.

1488 __ Bartolomeu Dias contorna o Cabo das Tormentas, rebatizado de Cabo da Boa esperança, extremo sul do continente Africano.

1492 __ Cristóvão Colombo anuncia ter encontrado as Índias, navegando rumo ao Oeste.

1494 __ Assinatura do tratado de Tordesilhas.

1498 __ Vasco da Gama chega a Índia; suposta expedição da qual participou Duarte Pacheco Pereira no Atlântico Sul.

1500 __ A armada de Pedro Álvares Cabral, que partira de Portugal rumo à Índia, avista a terra de Santa Cruz.

1505 __ O primeiro vice-rei Francisco de Almeida chega a Índia e impõe o domínio português a todo o oceano Índico.

1506 __ Colombo morre em Valladolid.

1513 __ Balboa, explorador espanhol, avista o oceano Pacífico.

1516 __ Naus portuguesas chegam à China; o imperador chinês cede a ilha de Macau como entreposto comercial.

1519 __ Fernão de Magalhães, navegador português a serviço da Espanha, inicia a circunavegação da Terra.

1521 __ Hernán Cortés, submete o império asteca.

1530 __ Para evitar que ingleses e e franceses estabelecessem feitorias na costa brasileira, visando a exportação do pau-brasil, os portugueses optam pela colonização. 

1534 __ A coroa portuguesa institui o regime de donatarias para promover a colonização do Brasil.

1535__ Francisco Pizarro submete o império Inca.



Brasil Colônia:

Denomina-se Brasil Colônia período da história entre a chegada dos primeiros portugueses em 1500, e a independência, em 1822, quando o Brasil estava sob domínio socioeconômico e político de Portugal.

  • O período colonial pode ser subdividido nas seguintes categorias:          
1. Período pré-povoamento (do descobrimento até 1530) 
2. Ciclo da cana de açúcar 
3. Ciclo do ouro.

A economia do período é caracterizada pelo tripé monocultura, latifúndio e mão de obra escrava.

Mão de obra escrava.

    • História da colonização do Brasil:
    De 1500 a 1530, quando o território ainda era chamado Terra de Santa Cruz, a colonização limitou-se a expedições rápidas para coleta e transporte de pau-brasil. É a partir de 1530, pela expedição de Martim Afonso de Sousa, que a nova colônia passará a ser povoada. Em 1532 é fundada a vila de São Vicente (São Paulo).
    A instalação das primeiras capitanias no litoral nordeste brasileiro traz consigo uma consequência trágica: os conflitos com os índios do litoral que - se até então foram aliados de trabalho, neste momento passam a ser um entrave, uma vez que disputavam com os recém chegados o acesso às melhores terras. Destes conflitos entre portugueses e índios o saldo é a mortandade indígena causada por conflitos armados ou por epidemias diversas.


    Indios e portugueses.
       
    • O Pau-Brasil:
     
    Rapidamente descoberto pelos primeiros navegantes, o pau-de-tinta ou pau-brasil era uma espécie de árvore abundante no território brasileiro, que servia como matéria-prima para o tingimento de tecidos. Apresentava particular importância para a indústria têxtil europeia, que passava por um período de crescimento.

    O comércio dessa mercadoria tornou-se um empreendimento lucrativo, que deu início à atividade econômica dos europeus no Brasil, bem como à efetiva ocupação da terra. Além do pau-de-tinta, papagaios e macacos também obtiveram grande valor comercial, devido aos seus aspectos exóticos e ornamentais.

    Pau-Brasil.
                    
       
    • O Ciclo do Ouro: século XVIII:
     
    Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas Casas de Fundição.
     
    A descoberta de ouro e o início da exploração da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.

    O trabalho dos tropeiros foi de fundamental importância neste período, pois eram eles os responsáveis pelo abastecimento de animais de carga, alimentos (carne seca, principalmente) e outros mantimentos que não eram produzidos nas regiões mineradoras.

    Descoberta do ouro

    ouro
          
     
    • Cronologia do Brasil Colônia:
     
    1500 - Expedição de Cabral chega ao Brasil.
    1501 - Primeiras expedições de reconhecimento da costa.
    1504 - Navegantes franceses chegam ao Brasil para exploração.
    1530 - Dom João III institui o regime de capitanias hereditárias. Expedição colonizadora de Martim Afonso ao Brasil.
    1532 - Fundação, por Martim Afonso, da primeira vila do Brasil, a Vila de São Vicente.
    1534 - O Brasil é dividido em capitanias hereditárias. Início da escravização do índio no Brasil.
    1543 - Braz Cubas funda a primeira Santa Casa do Brasil.
    1548 - Cria-se o governo-geral com o intuito de centralizar a administração da Colônia.
    1549 - É fundada a cidade de Salvador e instituído o primeiro governo geral do Brasil com Tomé de Souza.
    1550 - Tem início a criação de gado bovino no Brasil, com chegada de espécies. Chega a Salvador a primeira leva de escravos africanos.
    1554 - Padre Manoel da Nóbrega funda o Colégio de São Paulo.
    1555 - Os franceses fundam a França Antártica, no Rio de Janeiro.
    1562 - João Ramalho torna-se capitão-mor de São Paulo de Piratininga.
    1563 - Estácio de Sá funda a cidade de São Sebastião (Rio de Janeiro).
    1567 - Os franceses são expulsos do Rio de Janeiro.
    1570 - Carta régia garante liberdade aos índios.
    1571 - Dom Sebastião decreta que somente navios portugueses transportem mercadorias para o Brasil.
    1578 - Francis Drake e outros corsários ingleses exploram pau-brasil no Maranhão.
    1580 - Início do domínio espanhol, também chamado União Ibérica.
    1584 - Os portugueses iniciam a conquista da Paraíba, enfrentando incursões francesas.
    1585 - Martim Leitão constrói o forte em torno do qual cresceu a atual cidade de João Pessoa.
    1586 - Portugueses e espanhóis tentam, sem êxito, expulsar os franceses da Paraíba.
    1587 - Barcos estrangeiros são proibidos de aportar no Brasil. O capitão inglês Thomas Cavendish pratica atos de pirataria em São Vicente.
    1595 - Ataque do corsário inglês James Lancaster no Recife. Lei de Filipe II proíbe a escravização dos índios.
    1596 - Ingleses estabelecem feitorias no delta do Rio Amazonas.
    1599 - Jerônimo de Albuquerque pacifica os portugueses na Paraíba e funda Natal.
    1603 - A Coroa portuguesa decreta o monopólio geral da pesca da baleia.
    1605 - Governo espanhol proíbe os estrangeiros de desembarcar no Brasil e nas demais partes do Ultramar português.
    1612 - Os franceses invadem o Maranhão e fundam a França Equinocial.
    1615 - Jerônimo de Albuquerque, Alexandre Moura e Francisco Caldeira apoderam-se do forte de São Luiz do Maranhão, derrotando a França Equinocial.
    1616 - Francisco Caldeira funda no Paraná a cidade de Santa Maria do Belém.
    1619 - Índios Tupinambás se revoltam, mas são derrotados no Pará.
    1621 - Coroa Espanhola cria o Estado do Maranhão (Maranhão, Ceará e Pará), desligado de subordinação do Brasil.
    1624 - Holandeses invadem a Bahia; os portugueses organizam a resistência.
    1625 - Com o apoio da esquadra espanhola, os holandeses são expulsos da Bahia.
    1630 - Os holandeses atacam Pernambuco e se estabelecem.
    1637 - Nassau, governador holandês de Pernambuco, expulsa as tropas luso-brasileiras em direção à Bahia.
    1638 - Tem início a expedição de João Dias em direção ao sul do país.
    1640 - Procuradores da Capitania de São Vicente expulsam os jesuítas. Termina o domínio espanhol.
    1644 - Desentendendo-se com a Companhia das Índias Ocidentais, Maurício de Nassau deixa o cargo de governador.
    1645 - Insurreição dos luso-brasileiros de Pernambuco contra os holandeses.
    1648 - Francisco Barreto derrota os holandeses na primeira Batalha dos Guararapes.
    1654 - Expulsão definitiva dos holandeses do Brasil.
    1661 - Os holandeses reconhecem, em tratado de paz, a perda da colônia do Brasil. Aliança com Portugal autoriza o comércio dos ingleses no Brasil e nas Índias.
    1669 - Francisco de Mota Falcão ergue o Forte de São José do Rio Negro (atual Manaus).
    1671 - Decreto libera entrada de navios estrangeiros em portos brasileiros.
    1674 - Bandeira de Fernão Dias Pais Leme parte em direção ao sertão de Minas Gerais.
    1684 - Explode, no Maranhão, a Revolta liderada pelo senhor de engenho Manuel Beckman.
    1685 - Construídos quatro fortes na região amazônica, ameaçada pelos franceses de Caiena. A Coroa Portuguesa proíbe a produção de manufaturas no Brasil.
    1694 - É montada na Bahia a primeira Casa da Moeda. Primeiras notícias de descoberta de ouro em Minas Gerais.
    1701 - É proibida a criação de gado numa faixa de dez léguas a partir do litoral.
    1702 - É criada a Intendência das Minas, tendo como função básica distribuir terras para a exploração do ouro e cobrar tributos para a Fazenda Real.
    1708 - Tem início a Guerra dos Emboabas.
    1710 - Explode a Guerra dos Mascates, conflito entre os senhores de engenho de Olinda e os comerciantes de Recife.
    1711 - Carta Régia eleva São Paulo à categoria de cidade.
    1713- Tratado de Utrecht; a França aceita o rio Oiapoque como limite entre a Guiana e o Brasil.
    1715 - Tratado de Utrecht; a Espanha concorda em devolver a Colônia do Sacramento a Portugal.
    1720 - Criação das Casas de Fundição. Nesse ano, explode a Revolta de Vila Rica, em protesto contra a criação das Casas de Fundição.
    1722 - Expedição de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, que descobriria ouro no sertão goiano.
    1727 - O governador Rodrigo César funda Cuiabá.
    1728 - Descobertas as primeiras jazidas de diamantes em Serro Frio (Diamantina).
    1729 - Tem início a produção de diamantes no arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, em Minas Gerais.
    1747 - Alvará régio confisca os tipos de imprensa existentes no Brasil.
    1750 - Firmado o Tratado de Madri, reconhecendo o domínio de Portugal sobre os territórios a oeste do meridiano de Tordesilhas.
    1752 - Colonos açorianos chegam ao Rio Grande do Sul; algumas famílias se estabelecem em Porto dos Casais (futura Porto Alegre).
    1759 - Os jesuítas são expulsos do Brasil.
    1761 - Acordo do Pardo em que Espanha e Portugal anulam o Tratado de Madri.
    1763 - A capital do Estado do Brasil é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.
    1765 - Foi decretada a derrama, pela qual obrigava-se a população mineradora a completar a soma acumulada do imposto devido.
    1766 - Introduzido o plantio de arroz no Maranhão.
    1771 - Começa a funcionar a Intendência dos Diamantes.
    1777 - Tratado de Santo Ildefonso: a Espanha ficaria com a Colônia do Sacramento e a região dos Sete Povos das Missões, (mas devolveria terras que havia ocupado nos atuais Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
    1789 - Denunciada a Inconfidência Mineira.
    1792 - Tiradentes é condenado à morte; os outros inconfidentes, a degredo.
    1798 - Descoberta a Inconfidência Baiana; enforcamento de quatro conjurados. Abolido o monopólio real da pesca da baleia.
    1801 - Tratado de Badajós: a Espanha renuncia à posse dos Sete povos das Missões, e Portugal confirma o direito espanhol à Colônia do Sacramento.
    1808 - A Corte Portuguesa se instala no Rio de Janeiro.
    1810 - Portugal e Inglaterra assinam um tratado de comércio. Início da pressão inglesa para extinção do tráfico negreiro no Brasil. Em Sorocaba, instala-se a Fábrica de Ferro Ipanema.
    1815 - Elevação do Brasil à categoria de Reino Unido ao de Portugal e Algarves.
    1817 - Eclosão da Revolução Pernambucana.
    1818 - O príncipe regente torna-se rei, com o título de Dom João VI. Criação da colônia suíça de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.
    1820 - Chega ao Brasil a notícia da Revolução do Porto.
    1821 - Conquista da Banda Oriental, sobe o nome de Província Cisplatina, ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. São eleitos representantes do Brasil às Cortes Portuguesas. Dom João VI retorna a Portugal.
    1822 - O príncipe regente Dom Pedro se recusa a deixar o Brasil (Dia do Fico). Dom Pedro proclama a independência do Brasil.

      

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                            2 Trabalhos??????




    Nome:Ana Maria Carvalho. Heloísa de França
    n°:5,22





      





                Entre os fatores que motivaram as grandes navegações marítimas, o principal foi sem dúvida a busca de lucros pela burguesia comercial e financeira da Europa. Por isso, a burguesia européia investia vultosos recursos para armar esquadras, remunerar tripulações, para financiar, enfim, as expedições oceânicas. Neste mesmo sentido, foi importante também o apoio de alguns monarcas, com os de Portugal e Espanha, que partilhavam os lucros dos empreendimentos comerciais.




           As grandes viagens marítimas dos séculos XV-XVI foram uma continuação natural do renascimento do comércio na Europa, iniciado ainda na Idade Média. Esse renascimento deu origem ao capitalismo, cujo elemento impulsionador é o lucro. Era natural então que, esgotadas as possibilidades de desenvolvimento comercial na Europa, novas regiões passassem a ser exploradas, mesmo à custa de muito esforço e sacrifício.


     Os motivos 


    O motivo poderoso que fez alguns europeus desafiar o desconhecido, enfrentando medo, foi à necessidade de encontrar um novo caminho para se chegar às regiões produtoras de especiarias, de sedas, de porcelana, de ouro, enfim, da riqueza.




    Outros fatores favoreceram a concretização desse objetivo:



    • Comerciantes e reis aliados já estavam se organizando para isso com capitais e estruturando o comércio internacional;



    • A tecnologia necessária foi obtida com a divulgação de invenções chinesas, como a pólvora (que dava mais segurança para enfrentar o mundo desconhecido), a bússola, e o papel. A invenção da imprensa por Gutenberg popularizou os conhecimentos antes restritos aos conventos. E, finalmente, a construção de caravelas, que impulsionadas pelo vento dispensavam uma quantidade enorme de mão-de-obra para remar o barco como se fazia nas galeras nos mares da antiguidade, e era mais própria para enfrentar as imensas distâncias nos oceanos;



    • Histórias como a de Marcopolo e Prestes João aguçavam a imaginação e o espírito de aventura;



    • Até a Igreja Católica envolveu-se nessas viagens, interessada em garantir a catequese dos infiéis e pagãos, que substituiriam os fiéis perdidos para as Igrejas Protestantes.
    Navegações portuguesas e os descobrimentos


    No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos.


    Outro importante feito foi à chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra "descoberta", Cabral continuou o percurso em direção às Índias.


    Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.
    Navegações Espanholas
    A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando a África, os espanhóis optaram por outro caminho. O genovês Cristovão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar às Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América (maias, incas e astecas), os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.






    GRANDES NAVEGAÇÕES






    Alunas: Gabrielle e Ingrid       Nº: 21 e 23
    Grandes Navegações



    O que foram as grandes navegações?  As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então
    Os motivos
    O motivo poderoso que fez alguns europeus desafiar o desconhecido, enfrentando medo, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para se chegar às regiões produtoras de especiarias, de sedas, de porcelana, de ouro, enfim, da riqueza.
    Os pioneiros
    Os dois primeiros países que possuíam essas condições favoráveis eram Portugal e Espanha.

    Portugal, conhecedor de que as Índias (como genericamente era chamado o Oriente) ficavam a Leste, decidiu navegar nessa direção, contornando os obstáculos que fossem surgindo. Optou pelo Ciclo Oriental.

    Já a Espanha apostou no projeto trazido pelo genovês Cristóvão Colombo, que acreditava na idéia da esfericidade da terra, e que bastaria navegar sempre em direção do ocidente para se contornar a terra e se atingir as Índias. Era o Ciclo Ocidental. E a disputa estava iniciada entre os dois países.
    Século XV
    7 de Junho de 1494: Assinatura do Tratado de Tordesilhas, no qual Portugal e Espanha dividiram entre si o mundo por descobrir.
    26 de janeiro de 1500: O navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón desembarca no Cabo de Santo Agostinho e torna-se o primeiro europeu a chegar ao Brasil.
    15 de fevereiro de 1500: O navegador português Pedro Álvares Cabral é nomeado o capitão-mor da armada portuguesa por D. Manuel.
    9 de março de 1500: A frota de Pedro Álvares Cabral parte da praia do Restelo, em Lisboa, Portugal.
    22 de abril de 1500: Pedro Álvares Cabral e sua frota avistam terras brasileiras neste dia, desembarcando apenas no dia seguinte. É chamado como o Descobrimento do Brasil.
    26 de abril de 1500: É celebrada a primeira missa no Brasil.
    27 de abril de 1500: Mestre João, da frota de Pedro Álvares Cabral, pisa em terras do Brasil onde faz observações astronômicas.
    1 de maio de 1500: Portugal toma posse da terra. É celebrada a segunda missa no país. Pero Vaz de Caminha envia carta ao rei de Portugal, D. Manuel, dando notícia do descobrimento.
    2 de maio de 1500: Caravela portuguesa comandada por Gaspar de Lemos parte para Lisboa levando a carta de Caminha.
    5 de maio de 1500: Pedro Álvares Cabral continua sua viagem para as Índias.

    13 de julho de 1501: A expedição marítima de Pedro Álvares Cabral regressa para Lisboa, após a descoberta do Brasil e da visita à Índia.
    6 de janeiro de 1502: Angra dos Reis é descoberta por André Gonçalves.
    13 de dezembro de 1519: Fernão de Magalhães chega ao Rio de Janeiro.
    1530: Dom João III institui o regime de capitanias hereditárias. Expedição colonizadora de Martim Afonso ao Brasil.
    13 de março de 1531: Martin Afonso de Sousa chega à Bahia em sua expedição colonizadora.
    30 de abril de 1531: Martin Afonso de Sousa chega à região da Guanabara que hoje é o Rio de Janeiro.

    28 de setembro de 1532: Carta de D. João III a Martim Afonso de Sousa informando a intenção de povoar a costa brasileira.
    1534: Início da escravização dos índios no Brasil.
    1 de janeiro de 1534: O Brasil é dividido em capitanias hereditárias.
    10 de março de 1534: A Capitania de Pernambuco é atribuída a Duarte Coelho por D. João III.
    9 de março de 1535: Duarte da Costa chega ao Brasil.
    12 de março de 1537: Recife, capital do Pernambuco, é fundada.
    13 de fevereiro de 1542: O Rio Amazonas é descoberto pelos conquistadores espanhóis Gonzalo Pizarro e Francisco de Orellana.
     26 de setembro de 1545: Ocorre a primeira produção de açúcar brasileiro.
    17 de dezembro de 1548: O Governo-Geral é criado por D. João III.
    8 de setembro de 1551: Vitória, capital do Espírito Santo, é fundada.
    22 de junho de 1552: Dom Pedro Fernandes Sardinha toma posse
    23 de junho de 1553: Dom Pedro Fernandes Sardinha chega a Salvador.
    23 de julho de 1556: Mem de Sá é nomeado governador geral do Brasil por Carta Régia.
    28 de dezembro de 1557: Mem de Sá chega a Salvador, Bahia.
    4 de janeiro de 1558: Mem de Sá assume o governador o governador-geral.
    9 de dezembro de 1559: Chega à cidade de São Salvador, na Bahia, D. Pedro Leitão, segundo bispo do país.

    1 de março de 1565: A cidade do Rio de Janeiro é fundada por Estácio de Sá, sobrinho do governador-geral Mem de Sá.
    20 de março de 1570: Carta régia do governo português do rei D. Sebastião proíbe o cativeiro da escravidão dos índios brasileiros.
    A fase do pau- brasil
    A expressão "descobrimento" do Brasil está carregada de eurocentrismo (valorização da cultura européia em detrimento das outras), pois desconsidera a existência dos índios em nosso país antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pelo termo "chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de 1500, data que inaugura a fase pré-colonial.
    Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portugueses não se fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil da Mata Atlântica.
    O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração, os portugueses utilizaram o escambo, ou seja, deram espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas).
    Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494). Os corsários ou piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro para um outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.
    Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas.
    No ano de 1530, o rei de Portugal organizou a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.
    A fase do Açúcar (séculos XVI e XVII )
    O açúcar era um produto de muita aceitação na Europa e alcançava um grande valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil. A mão-obra escrava, de origem africana.                         
    Nome:                                                                                                                                     



    Nome:Ariele Machado e Alessandra Machado
    Número:06 e 02 

    diferenças de :

    Idade , época , era , período , Etapa , fases , e marco

    Idade:       1. Tempo transcorrido desde o nascimento ou desde o princípio.
    2. Cada uma das fases da vida caracterizada por uma gradação particular do vigor.
    3. Duração de uma vida.
    4. Período de tempo

    época:1. Tempo ou momento histórico em que um facto notável sucedeu.
    2. Sucesso notável escolhido para uma divisão do tempo. = era
    3. Período de tempo com relação aos factos de certa natureza que nele sucedem ou sucederam.
    4. Período do ano
                               
                               era:1.  Período de tempo, geralmente longo, que corresponde a uma norva organização ou disposição das coisas. = 
    2. Período de tempo com características específicas. 
                            
                               período:1. Tempo decorrido entre dois acontecimentos ou entre duas datas.
    2. Qualquer intervalo de tempo determinado ou indeterminado.

                                Etapa:1. Lugar de paragem de um exército em marcha, de um grupo de corredores, ciclistas, etc.
    2. Distância de uma destas paragens a outra.
    3. Prova desportiva que consiste em transpor esta distância.
    4. Distância percorrida de uma vez.

                                  Fases:1.Cada uma das modificações que se dão em determinadas coisas.
    2. Mudança de aspecto!.
                                     A origem da contagem do tempo
                                

            Cronologia (o estudo do tempo) é uma das invenções fundamentais da espécie humana! É com base neste conjunto de conhecimentos que a civilização consegue, até os dias de hoje, controlar e organizar sua vida e suas atividades.
    Para compreendermos este costume tão cotidiano (às vezes nem nos damos conta de como a influência do relógio é importante em nossas vidas) é preciso recuar à aurora da humanidade.
    Para os caçadores do Período Paleolítico, a posição dos astros e suas periodicidades eram usadas para saber quando a Lua mudaria, em que períodos as diversas estações da natureza aconteciam e qual sua influência no comportamento e migração dos animais para que a caça e a pesca pudessem ser bem sucedidas. Como viviam em bandos, uma caçada mal sucedida poderia comprometer sua alimentação e, consequentemente, sua espécie.  Já no Período Neolítico , arar a terra, semeá-la e o período de colheita precisavam de medidas de tempo precisas para que os períodos mais favoráveis fossem observados para que cada fase da agricultura fosse completada com sucesso garantindo, assim, o prosseguimento da espécie em um dado local.
    E estas medidas de tempo tinham por base fenômenos naturais repetitivos. Ora, antigamente, antecedendo à invenção da escrita, a humanidade não detinha conhecimentos acerca da construção de artefatos que os auxiliassem na medição do intervalo de tempo. Desta forma, recorrer aos fenômenos naturais que fossem periódicos tornava-se a ferramenta mais favorável naquele momento onde despontava a aurora da nossa civilização. Os fenômenos periódicos mais utilizados foram os movimentos dos corpos celestes e, a partir daí, estes fenômenos passaram a determinar as estações do ano, os meses e os anos.
    Exemplificando,  há cerca de 20.000 anos, os caçadores faziam medição de tempo contando os dias entre as fases da Lua, por meio de marcações em gravetos e ossos.
    As descobertas arqueológicas indicam que em todas as civilizações antigas, desde os primeiros hominídeos, algumas pessoas estavam preocupadas com a medição do tempo, seja por motivos religiosos, agrícolas ou de estudo dos fenômenos celestes (uma forma antiga de astronomia).
    Os Sumérios (povo residente na Mesopotâmia) chegaram a elaborar um calendário, que dividia o ano em 12 meses de 30 dias, sendo que os dias eram divididos em 12 períodos (que equivalem a duas horas), e dividiam cada um destes períodos em 30 partes (aproximadamente 4 minutos). Pelo período ocupado por essa civilização (entre 5.300 e 2.000 anos antes de Cristo), a precisão de seu calendário é fantástica!
    Além dos sumérios, os Egípcios também tinham um calendário que utilizava os ciclos das fases da Lua, mas que passou a utilizar o movimento da estrela Sirius, que passa próxima ao Sol a cada 365 dias, na mesma época em que a inundação anual do Nilo tem início. Isto foi muito importante para o crescimento da civilização Egípcia.Heródoto (historiador grego) afirmou que “O Egito é um presente do Nilo.”, já que a região seria apenas deserto se não houvesse este rio.
    Podemos então sintetizar, afirmando que os fenômenos celestes é que determinavam o período de fertilidade da terra e o comportamento dos animais, grande preocupação de todos os povos.
    Com o passar dos anos, muitos instrumentos para contar o tempo surgiram: relógios de areia, de sol, de água, … Até chegar aos modernos relógios atômicos. Mas isto é outra história!





    Nome:Ariele brito

    Número:06




                                                    Período Neolítico

         Também conhecido como Nova Idade da Pedra e Idade da Pedra Polida, o Período Neolítico  teve início por volta de 8.000 antes de Cristo, após as mudanças climáticas que criaram melhores condições de vida para os homens e animais. Com as geleiras, os portentosos animais foram extintos, dando lugar a uma fauna mais parecida com a que temos hoje, e os rios, desertos e florestas tropicais foram formados, o que possibilitou um contato humano mais intenso com a natureza .
        Diferente da Era paleolítica, o Período Neolítico é considerado um importante avanço social, econômico e político. Nesse período, o homem descobre-se como um ser social que tem muito mais vantagem de agir em grupo do que individualmente. As estruturas sócio-políticas são mais sólidas, ou seja, determinados grupos ocupam certas regiões sob a influência de um líder, geralmente o mais velho, o mais esperto ou o que tivesse mais força física.
    Para obter boas condições de vida, o homem neolítico  procurava moradia próximo aos rios, na intenção de utilizar a terra fértil para a agricultura – outro importante avanço do período. Se antes o homem paleolítico coletava alimentos  praticando o ato da caça e da pesca para sobreviver, o homem neolítico passou a produzir o que comer com mais assiduidade, plantando frutos, legumes e vegetais. Com isso, não havia mais a necessidade de vagarem constantemente à procura de alimentos – criando o fenômeno do sedentarismo, ou seja, a permanência em lugar fixado em detrimento do nomadismo. 
         São construídas as primeiras moradias, similares a pequenos cubículos feitos de palha e madeira. Geralmente, os neolíticos trabalhavam coletivamente, saindo em numerosos grupos para as poucas atividades de caça e pesca. As mulheres eram responsáveis por garantir o bem-estar das pequenas aldeias, permanecendo com os filhos e cuidando da agricultura. Com mais tempo para interagirem entre si, os neolíticos desenvolveram as primeiras atividades de lazer, descobrindo a arte da cerâmica e a forma de comercializá-la.
         Apesar de indícios científicos apontarem para a Era Paleolítica o surgimento do comércio, foi na Era Neolítica que ele teve melhor aplicação. O homem neolítico cria o dinheiro, que era representado inicialmente por sementes de cores diferentes, para facilitar a troca de mercadorias, muitas vezes cerâmica, armamentos com pedras talhadas, objetos de pederneira e minério. Também data da Era Neolítica a criação do primeiro barco.
    Outro importante avanço é a domesticação dos animais, o que possibilitou maior proximidade deles com o homem (como acontece com o cão) e trouxe mais variações alimentícias, como a criação de gados, cabras e porcos.
    As vestimentas também sofreram alterações do homem paleolítico; devido ao frio intenso da Era Glacial, o homem paleolítico se cobria com pele de animal, enquanto o neolítico passou a fabricar as primeiras roupas com lã, algodão e linho para facilitar na locomoção e trazer mais conforto em relação ao clima mais ameno.
    A Era Neolítica é considerada o último período pré-histórico. Antes de seu fim, ocorreu a Idade dos Metais, que consolidou a importância do bronze  na fabricação de armamentos manuais.
    O surgimento da escrita e a criação do Estado nas primeiras civilizações da Antiguidade marcou o fim da Era Neolítica




    Alunos: Bruno Salazar e Lucas Gesiley

                   AS GRANDES NAVEGAÇÕES

    CRONOLOGIA:
     Segunda década do século XV as ilhas do Atlântico (Açores, Madeira e Cabo Verde) foram ocupadas.
    - 1434: Os portugueses chegaram ao Cabo Bojador        
    - 1460: Nesse ano, já se realizava um lucrativo comércio de escravos (de Senegal até Serra Leoa)
    - 1462: Pedro Sintra descobriu o ouro da Guiné
    - 1481: Decretado o monopólio régio (exclusividade da coroa) sobre a exploração colonial
    - 1488: Bartolomeu Dias contornou o Cabo da Boa Esperança
    - Entre 1497 e 1498: Vasco da Gama chegou a Calicute, nas Índias dando por encerrada a aventura marítima portuguesa.
    Somente após um século de atraso em comparação a Portugal é que os espanhóis começaram a sua participação nas Grandes Navegações.
    CRONOLOGIA:
    -1492: Colombo descobre a América
    -De 1492 ate 1504: Descobrimento das Antilhas, Panamá e da América do Sul
    -1504: Américo Vespúcio afirmou que as terras descobertas por Colombo eram um novo continente.
    -1513: Nunes Balboa confirmou essa hipótese, atravessando por terra a América Central chegando ao Oceano Pacífico. Em homenagem a Vespúcio, deu o nome de América ao novo continente.
    -Entre 1519 e 1522 – Fernão de Magalhães iniciou a primeira viagem de circunavegação.

    Outros países também se aventuraram pelos mares:
    FRANÇA: Começou sua expansão ultramarina a partir de 1520. Os franceses exploraram a costa brasileira, saquearam o pau-brasil e tentaram, sem êxito, se estabelecer no Rio de Janeiro e no Maranhão. Também tomaram posse do Canadá e da Luisiana (sul dos EUA).
    INGLATERRA: Por causa da Guerra das Duas Rosas (1455 – 1485) a Inglaterra também começou tarde sua aventura pelos mares.
    HOLANDA: Os holandeses estabeleceram-se na Guiana, e em algumas ilhas do Caribe e na América do Norte onde fundaram Nova Amsterdã, que depois foi chamada de Nova Iorque. Promoveram, também, o tráfico de escravos negros.
    CONSEQÜENCIAS DAS GRANDES NAVEGAÇÕES:
    - Sistema colonial português
    - Dominação das civilizações asteca e inca pelos espanhóis
    - Descoberta das minas de prata de Potosi (consideradas as maiores do mundo)
    - Ampliação do comércio mundial
    - Afluxo de metais preciosos
    - Preparação das revoluções Comercial e Industrial

                                              Grandes Navegações

    Os objetivos
    No século XV, os países europeus que quisessem comprar especiarias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - Índia era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio. Um outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis. Os reis também estavam interessados, tanto que financiaram grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o aumento do comércio, poderiam também aumentar a arrecadação de impostos para os seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da época (saiba mais em absolutismo e mercantilismo).
    Pioneirismo português
    Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo uma centro de estudos: A Escola de Sagres.
    Planejamento das Navegações
    Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e , portanto, ao navegar para o "fim" a caravela poderia cair num grande abismo.Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência. Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.
    Navegações portuguesas e os descobrimentos
    No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos.Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra "descoberta". Cabral continuou o percurso em direção às Índias. Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.
    Navegações Espanholas
    A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando a África, os espanhóis optaram por um outro caminho. O genovês Cristovão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar às Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América ( maias, incas e astecas ), os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.
    INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO


                                       Principais rotas das grandes navegações

    PERÍODO PRÉ- COLONIAL
                  Denominamos período pré-colonial a fase transcorrida entre a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral e o primeiro projeto nitidamente colonizador empreendido por Martim Afonso de Souza em 1531. Durante esse período, a região conhecida como América portuguesa teve um papel secundário na economia de Portugal, no momento em que o comércio com as Índias Orientais monopolizava os interesses mercantis do Império. Nos litorais brasileiros foram encontrados o produto de extrema importância e riqueza: o PAU BRASIL. A exploração dessa madeira, que era utilizada na tintura de tecidos europeus, tornou-se a principal atividade econômica do período pré-colonial. Esse comércio tornou-se viável graças ao escambo com os indígenas e ao surgimento de algumas poucas feitorias no litoral.
    *CHEGADA DA ESQUADRA DE PEDRO ÁLVAREZ CABRAL: Pedro Álvarez Cabral partiu de Portugal para encontrar terras além Atlântico, as Índias. Sua frota era composta por dez naus e 3 caravelas, chefiadas pelos navegadores Bartolomeu Dias, Nicolau Coelho, Duarte Pacheco Pereira e pelo fidalgo Sancho de Tovar. Sua expedição contava com cerca de 1500 homens e sua missão era feitorias nas Índias e criar bases comerciais permanentes na Ásia. Iniciou sua viagem em 9 de março de 1500, com sua saída do Porto de Restelo. Em 22 de março chega ao arquipélago de Cabo Verde e lá desaparece a nau de Vasco Ataíde. Em documento escrito por Duarte Pacheco Pereira, existe um indicador de que o rumo tomado era proposital, a mando de D. Manuel I, que queria se certificar da existência de terras além do Atlântico das quais poderia tomar posse, conforme o Tratado de Tordesilhas
    Em sua chegada, em 22 de abril, avistou a nova terra e os novos habitantes, os índios (foram chamados de índios pois os portugueses acharam estar nas Índias).
    Chegada de Pedro Álvarez Cabral

    *EXPLORAÇÃO DO PAU BRASIL: A primeira riqueza explorada pelo europeu em terras brasileiras foi o pau-brasil (caesalpinia echinata), árvore que existia com relativa abundância em largas faixas da costa brasileira. O interesse comercial nessa madeira decorria da possibilidade de extrair-se dela uma substância corante, comumente utilizada para tingir tecidos. Antes da conquista da América indústria européia de tintas comprava o pau-brasil trazido do Oriente pelos mercadores que atuavam nas rotas tradicionais do comércio indiano. Após a conquista do Brasil, tornava-se mais lucrativo extraí-lo diretamente de nossas matas litorâneas. O rei de Portugal não demorou a declarar a exploração do pau-brasil um monopólio da coroa portuguesa. Oficialmente, ninguém poderia retirá-lo de nossas matas sem prévia concessão da coroa e o pagamento do correspondente tributo.  O esquema montado para a extração do pau-brasil contava, essencialmente, com a importante participação do indígena. Só as tripulações dos navios que efetuam o tráfico não dariam conta, a não ser de forma muito limitada, da árdua tarefa de cortar árvores de grande porte como o pau-brasil, que alcança um metro de diâmetro na base do tronco e 10 a 15m de altura.


    Exploração do  Pau-Brasil
    no litoral

    Período Colonial

    Tratado de Tordesilhas, Descobrimento do Brasil, Capitanias Hereditárias, Exploração do pau-brasil,  escravidão indígena e africana, ciclo da cana-de-açúcar, domínio holandês no Brasil,  bandeirantes, ciclo do ouro,  Guerra dos Emboabas, Revolta de Filipe dos Santos,  Inconfidência Mineira e Pacto Colonial.

           Engenho de açúcar da época colonial

           BÚSSOLA           ASTROLÁBIO        BALESTILHA

    *CAPITANIAS HEREDITÁRIAS: Nas primeiras décadas do século XVI, Portugal, ainda atraído pelo comércio oriental, restringiu ao extrativismo suas ações de exploração do território colonial brasileiro. Dessa forma, realizava poucas expedições que somente transportavam as toras de pau-brasil que eram trazidas pelos índios ao litoral e organizavam algumas expedições de proteção e reconhecimento do litoral brasileiro.Apesar dessas ações, a ameaça de invasão dos corsários estrangeiros, principalmente franceses, obrigou a Coroa Portuguesa a rever sua política de ocupação na colônia. A primeira medida tomada nesse sentido aconteceu em 1530, quando a expedição de Martim Afonso de Sousa foi enviada com os primeiros colonos a se fixarem definitivamente no espaço colonial. Por obrigação, Martim Afonso e os demais colonizadores deveriam fundar vilas, povoar e desenvolver a economia local.No ano de 1534, dando continuidade ao projeto de tomada de posse, o rei dom João III dividiu a nova colônia em quinze faixas de terra. Cada um desses imensos lotes de terra integraria o sistema de capitanias hereditárias, que transferiu a responsabilidade de ocupar e colonizar o território colonial para terceiros. Nesse sistema, o rei entregava uma capitania a algum membro da corte de sua confiança que, a partir de então, se transformava em capitão donatário. Aquele que recebia o título de capitão donatário não poderia realizar a venda das terras oferecidas, mas tinha o direito de repassá-las aos seus descendentes. No momento da posse, o capitão donatário recebia duas importantes documentações da Coroa: a Carta de Doação e o Foral. Nesse primeiro documento ficava estabelecido que o governo de Portugal cedia o uso de uma determinada capitania a um donatário e que este não poderia negociá-la sob nenhuma hipótese.
    Já o Foral determinava o conjunto específico de direitos e obrigações que o capitão donatário teria em suas mãos. Ele poderia fundar vilas, doar sesmarias (lotes de terra não cultivados), exercer funções judiciárias e militares, cobrar tributos e realizar a escravização de um número fixo de indígenas. Com relação às atividades econômicas, ele poderia ter uma parte dos lucros, desde que isso não ferisse os direitos de arrecadação da Coroa Portuguesa. Apesar de tantas especificidades e regras de funcionamento, o sistema de capitanias hereditárias acabou não alcançando os resultados esperados. A falta de apoio econômico do governo, a inexperiência de alguns donatários, as dificuldades de comunicação e locomoção, e a hostilidade dos indígenas dificultaram bastante a execução deste projeto. Com o passar do tempo, muito donatários abriram mão do privilégio e outros nem mesmo reuniram recursos para atravessar o Atlântico e formalizar a posse. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que conseguiram prosperar e superar as dificuldades da época. A explicação dada para esses dois casos se encontra nos lucros obtidos com a instalação da indústria açucareira nestas regiões. Posteriormente, os portugueses decidiram centralizar o modelo político-administrativo do território com a implantação do Governo-geral. Somente em 1759, as capitanias hereditárias desapareceram com a ação do ministro Marquês de Pombal. O período colonial nada mais é do que “BRASIL COLÔNIA”.

    As 15 Capitanias Hereditárias

    Pedro Álvarez Cabral               Caravelas Portuguesas


    Nome: Raissa Martins, Wilis Italo , Isabela Jácome e Luana.


    Calendário Chinês

     O calendário chinês , é o mais antigo registro cronológico de que se tem registro na história. É um calendário que se utiliza tanto do Sol quanto da Lua. A partir dele surgiu o horóscopo chinês. Na Ásia diversos países adotam calendários parecidos com o chinês.
     O calendário chinês é lunissolar. Cada ano possui doze lunações acarretando em um total de 354 dias. Para não se perder a sincronia com o ciclo solar (de 365,25 dias), são acrescentados a cada oito anos noventa dias ao calendário, ou, aproximadamente duas lunações. Desta forma não se perde a sincronia nem com o ciclo solar, nem com o lunar. Por isso, considera-se que o calendário chinês é lunissolar.
     O calendário chinês, assim como o calendário hebreu, é um calendário combinado, solar e lunar. Isto significa que os anos coincidem com o ano tropical e os meses coincidem com os meses sinódicos.
     Um ano normal possui 12 meses. Um ano bissexto tem 13 meses.
     Um ano normal possui 352, 354 ou 355 dias. Um ano bissexto tem 383, 384 ou 385 dias.
     Para criar um calendário chinês é preciso fazer uma série de cálculos astronômicos. Inicialmente, determina-se as datas das      Luas Novas. Diferentemente dos calendários islâmico e hebreu, a Lua é considerada Nova quando está totalmente "escura", ou seja, quando a Lua está em conjunção com o Sol e não quando o primeiro crescente se torna visível. A data de uma Lua Nova é o primeiro dia de um novo mês.
     Em segundo lugar, determina-se as datas nas quais a longitude do Sol é um múltiplo de 30 graus. Apenas para lembrar, a longitude do Sol é 0 no Equinócio da Primavera, 90 no Solstício de Verão, 180 no Equinócio de Outono e 270 no Solstício de Inverno. Estas datas são chamadas de Termos 

    Principais e são usadas para determinar o número de cada mês:
    • Termo Principal 1 - quando a longitude do Sol é 330.
    • Termo Principal 2 - quando a longitude do Sol é 0.
    • Termo Principal 3 - quando a longitude do Sol é 30.
      • ...
    • Termo Principal 11 - quando a longitude do Sol é 270.
    • Termo Principal 12 - quando a longitude do Sol é 300.

    O ciclo de doze anos
    Este calendário não tem um marco inicial, e se repete em um ciclo menor, de 12 anos, e um ciclo maior, de 60 anos. Os anos começam sempre em uma lua nova, entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro.
    No ciclo de doze anos, cada ano recebe o nome de um animal: "shu" 鼠 (rato), "niou" 牛 (boi), "hu" 虎 (tigre), "tu" 兔 (coelho), "long" 龍 (dragão), "she" 蛇 (serpente), "ma" 馬 (cavalo), "yang" 羊 (carneiro), "hou" 猴 (macaco), "ji" 雞 (galo), "gou" 狗 (cão), "zhu" 豬 (porco).

    Animais referentes aos anos de 2000 a 2012.


    • Dragão de 5 de Fevereiro de 2000 a 23 de Janeiro de 2001
    • Serpente de 24 de Janeiro de 2001 a 11 de Fevereiro de 2002
    • Cavalo de 12 de Fevereiro de 2002 a 31 de Janeiro de 2003
    • Cabra de 1 de Fevereiro de 2003 a 21 de Janeiro de 2004
    • Macaco de 22 de Janeiro de 2004 a 8 de Fevereiro de 2005
    • Galo de 9 de Fevereiro de 2005 a 28 de Janeiro de 2006
    • Cão de 29 de Janeiro de 2006 a 17 de Fevereiro de 2007
    • Porco de 18 de Fevereiro de 2007 a 6 de Fevereiro de 2008
    • Rato de 7 de Fevereiro de 2008 a 25 de Janeiro de 2009
    • Boi de 26 de Janeiro de 2009 a 13 de Fevereiro de 2010
    • Tigre de 14 de Fevereiro de 2010 a 2 de Fevereiro de 2011
    • Coelho de 3 de Fevereiro de 2011 a 22 de Janeiro de 2012




    Nomes: Pedro victor/Luciellen
     BRASIL - PERÍODO PRÉ-COLONIAL

    Como ocorreu o descobrimento ???
    Denominamos período pré-colonial a fase transcorrida entre a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral e o primeiro projeto nitidamente colonizador empreendido por Martim Afonso de Souza em 1531.

    Durante esse período, a região conhecida como América portuguesa teve um papel secundário na economia de Portugal, no momento em que o comércio com as Índias Orientais monopolizava os interesses mercantins do Império.

    Apesar da importância secundaria, era inegável a preocupação estatal com o reconhecimento e a proteção desse território. Diversas expedições foram para procurar no Brasil riquezas que pudessem ser exploradas e ao mesmo tempo combater invasores estrangeiros (principalmente espanhóis e franceses).

    Essas expedições não conseguiram descobrir os tão sonhados metais preciosos, que só foram encontrados no final do século XVII (não podemos nos esquecer que uma das bases do sistema mercantil era o metalismo). No entanto, localizaram nos litorais brasileiros um produto de importância menor que viabilizou o surgimento de um incipiente comércio: o do pau-brasil.

    A exploração dessa madeira, que era utilizada na tintura de tecidos europeus, tornou-se a principal atividade econômica do período pré-colonial. Esse comércio tornou-se viável graças ao escambo com os indígenas e ao surgimento de algumas poucas feitorias no litoral.
    Chegada da Esquadra de Pedro Álvares Cabral
    Pedro Alvarés Cabral partiu de Portugal para encontrar terras além-Atlântico, as Índias. Sua frota era composta por dez naus e 3 caravelas, chefiadas pelos navegadores Bartolomeu Dias, Nicolau Coelho, Duarte Pacheco Pereira e pelo fidalgo Sancho de Tovar. Sua expedição contava com cerca de 1500 homens esua missão era feitorias nas Índias e criar bases comerciais permanentes na Ásia.
    Iniciou sua viagem em 9 de março de 1500, com sua saída do Porto de Restelo. Em 22 de março chega ao arquipélago de Cabo Verde e lá desaparece a nau de Vasco Ataíde.Em documento escrito por Duarte Pacheco Pereira, existe um indicador de que o rumo tomado era proposital, a mando de D. Manuel I, que queria se certificar da existência de terras além do Atlântico das quais poderia tomar posse, conforme determinado no Tratado de Tordesilhas.

    Em sua chegada, em 22 de abril, avistou a nova terra e os novos habitantes, os índios (foram chamados de índios pois os portugueses acharam estar nas Índias).
    Exploração de Pau - Brasil
    A primeira riqueza explorada pelo europeu em terras brasileiras foi o pau-brasil (caesalpinia echinata),árvore que existia com relativa abundância em largas faixas da costa brasileira. O interesse comercial nessa madeira decorria da possibilidade de extrair-se dela uma substância corante, comumente utilizada para tingir tecidos.

    Antes da conquista da América indústria européia de tintas comprava o pau-brasil trazido do Oriente pelos mercadores que atuavam nas rotas tradicionais do comércio indiano. Após a conquista do Brasil, tornava-se mais lucrativo extraí-lo diretamente de nossas matas litorâneas.
    O rei de Portugal não demorou a declarar a exploração do pau-brasil um monopólio da coroa portuguesa. Oficialmente, ninguém poderia retirá-lo de nossas matas sem prévia concessão da coroa e o pagamento do correspondente tributo.
    A primeira concessão para explorar o pau-brasil foi fornecida a Fernão de Noronha, em 1501, que estava associada a vários comerciantes judeus. Os Franceses, que não reconheciam a legitimidade do Tratado de Tordesilhas, agiam intensamente no litoral brasileiro, extraindo a madeira sem pagar os tributos exigidos pela coroa portuguesa.
    O esquema montado para a extração do pau-brasil contava ,essencialmente , com a importante participação do indígena. Só as tripulações dos navios que efetuam o tráfico não dariam conta, a não ser de forma muito limitada , da árdua tarefa de cortar árvores de grande porte como o pau-brasil , que alcança um metro de diâmetro na base do tronco e 10 a 15m de altura.
    A princípio , o trabalho do índio era conseguido "amigavelmente" com o escambo. Este consistia , basicamente , em derrubar as grandes árvores , cortá-las em pequenas toras , transportá-las até a praia e , daí, aos locais onde estavam ancorados os navios.


    Notas:
    Escambo - troca de bens e serviços sem a intermediação do dinheiro. Logo após a chegada dos portugueses no Brasil, o escambo foi intensamente empregado nas relações entre europeus e ameríndios para carregamento do pau-brasil. Os índios cortavam a madeira e a deixavam na praia, para ser colocada nos navios, em troca recebiam facas, espelhos e burgigangas de fabricação européia.

    Feitorias - estruturas comerciais, em geral fortificadas e situados no litoral, que serviam de entrepostos com o interior da colônias.
    História do Brasil Colônia - O Período Colonial

    Engenho de açúcar da época colonial
    1.    O Período Pré-Colonial: A fase do pau-brasil (1500 a 1530)
    A expressão "descobrimento" do Brasil está carregada de eurocentrismo (valorização da cultura européia em detrimento das outras), pois desconsidera a existência dos índios em nosso país antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pela "chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de 1500, data que inaugura a fase pré-colonial.
    Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portugueses não se fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil da Mata Atlântica.
    O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração, os portugueses utilizaram o 
    escambo, ou seja, deram espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas).
    Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494). Os corsários ou piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro para um outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.
    Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas.
    No ano de 1530, o rei de Portugal organizou a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.
    A fase do Açúcar (séculos XVI e XVII )
    O trabalho escravo num engenho de açúcar

    O açúcar era um produto de muita aceitação na Europa e alcançava um grande valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil. A mão-obra-obra escrava, de origem africana, foi utilizada nesta fase.


    Administração Colonial 

    Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e de empresários.

    Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.
    Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.
    A capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país.


    A economia colonial
    A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.
    As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.
    Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.
    A sociedade Colonial
    A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos de origem africana.
    Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos.
    A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos escravos).
    Invasão holandesa no Brasil
    Entre os anos de 1630 e 1654, o Nordeste brasileiro foi alvo de ataques e fixação de holandeses. Interessados no comércio de açúcar, os holandeses implantaram um governo em nosso território. Sob o comando de Maurício de Nassau, permaneceram lá até serem expulsos em 1654. Nassau desenvolveu diversos trabalhos em Recife, modernizando a cidade.
    Expansão territorial: bandeiras e bandeirantes 

    O bandeirante Domingos Jorge Velho

    Foram os bandeirantes os responsáveis pela ampliação do território brasileiro além do Tratado de Tordesilhas. Os bandeirantes penetram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

    O Ciclo do Ouro: século XVIII 
    Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas Casas de Fundição.
    A descoberta de ouro e o início da exploração da minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocou uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.
    O trabalho dos tropeiros foi de fundamental importância neste período, pois eram eles os responsáveis pelo abastecimento de animais de carga, alimentos (carne seca, principalmente) e outros mantimentos que não eram produzidos nas regiões mineradoras.
    Desenvolvimento urbano nas cidades mineiras 
    Igreja de Ouro Preto

    Cidades começaram a surgir e o desenvolvimento urbano e cultural aumentou muito nestas regiões. Foi neste contexto que apareceu um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil : Aleijadinho.
    Vários empregos surgiram nestas regiões, diversificando o mercado de trabalho na região aurífera. Igrejas foram erguidas em cidades como Vila Rica (atual Ouro Preto), Diamantina e Mariana.
    Para acompanhar o desenvolvimento da região sudeste, a capital do país foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.
    Revoltas Coloniais e Conflitos
    Em função da exploração exagerada da metrópole ocorreram várias revoltas e conflitos neste período:
    - Guerra dos Emboabas : os bandeirantes queriam exclusividade na exploração do ouro nas minas que encontraram. Entraram em choque com os paulistas que estavam explorando o ouro das minas.
    - Revolta de Filipe dos Santos : ocorrida em Vila Rica, representou a insatisfação dos donos de minas de ouro com a cobrança do quinto e das Casas de Fundição. O líder Filipe dos Santos foi preso e condenado a morte pela coroa portuguesa.
    - Inconfidência Mineira (1789) : liderada por Tiradentes , os inconfidentes mineiros queriam a libertação do Brasil de Portugal. O movimento foi descoberto pelo rei de Portugal e os líderes condenados.
    AS  GRANDES NAVEGAÇÕS


     Introdução
    Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.
    Os objetivos
    No século XV, os países europeus que quisessem comprar especiarias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - Índia era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio.
    Um outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis.
    Os reis também estavam interessados, tanto que financiaram grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o aumento do comércio, poderiam também aumentar a arrecadação de impostos para os seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da época (saiba mais em absolutismo e mercantilismo).
    Pioneirismo português
    Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo uma centro de estudos : A Escola de Sagres.
    Planejamento das Navegações
    Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e , portanto, ao navegar para o "fim" a caravela poderia cair num grande abismo.
    Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.
    Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.

    Grupo: Bruno Salazar, Pedro Victor, Lucas Gesiley e Bruno Gomes

                                                               Civilização Persa

         

         A Pérsia situava-se a leste da Mesopotâmia, no extenso planalto do Irã. Ao contrário das regiões vizinhas, possuía poucas áreas férteis. A partir do ano 2000 a.C., a região foi sendo ocupada por pastores e agricultores, vindos da Rússia, os quais se destacavam os medos, que se estabeleceram no norte, e os persas, no sul do planalto iraniano.

     O império persa 

           Os medos, desde o século VIII a.C., tinham estabelecido um exército forte e organizado, submetendo os persas a pagarem altos tributos. Isso durou até quando o príncipe persa Ciro, o Grande, liderou com sucesso uma rebelião contra os medos. Depois isso, Ciro foi aceito como o único imperador de todos os povos da planície iraniana.

        Para obter riquezas e desenvolvimento, Ciro deu início ao expansionismo persa. Em poucos anos, o exército persa apoderou-se de uma imensa área. Seus sucessores Cambises e Dário I deram continuidade a essa política, ampliando as fronteiras do território persa, que abrangeu desde o Egito ao norte da Grécia até o vale do rio Indo.

      Naturalmente, ocorriam diversas rebeliões separatistas promovidas pelos povos dominados. Para garantir a unidade do território e de seu poder, Dário I dividiu o Império persa em várias províncias, denominadas satrapias, nomeando os sátrapas, que eram altos funcionários, para poder administrar cada satrapia. 

     O declínio do Império 

         A grande ambição de Dario I era a conquista da Grécia. Porém em 490 a.C foi derrotado pelas cidades gregas, que se uniram sob a liderança de Atenas. Também seu filho Xerxes, tentou sem sucesso submeter os gregos. Essas campanhas foram chamadas de Guerras Greco-pérsicas.

        A partir daí, os imperadores persas tiveram enormes dificuldades para manter o controle sobre os seus domínios, com a multiplicação das revoltas, dos golpes e das intrigas políticas no império. Esses fatores contribuíram para o declínio do império, resultando na sua conquista em 330 a.C., pelo exército de Alexandre, o Grande, da Macedônia.


    Economia 

      Inicialmente, a principal atividade econômica dos persas era a agricultura, onde os camponeses pagavam tributos em espécie para os nobres, e também para o Estado. O Império Persa acumulou muitas riquezas. Durante o governo de Dario, foi criada uma moeda- padrão, o dárico, isso aliado a uma rede de estradas bem conservadas, serviu de estímulo para o comércio no império. O crescimento do comércio também incentivou o artesanato, destacando os tecelões persas, que são conhecidos pela confecção de tapetes requintados e de boa qualidade.

     Religião 

       A principal religião, criada pelos persas, foi o zoroastrismo. Essa era uma religião dualista ( crenças em dois deuses). Ormuz representava o bem e Arimã, o mal. Segundo o zoroastrismo, no dia do juízo final, Ormuz sairá vencedor e lançará Arimã no abismo. Nesse dia, os mortos ressuscitarão e todos os homens serão julgados, os justos ganharão o céu e os injustos, o inferno. Seu livro sagrado era o Zend - Avesta.



    Zend - Avesta